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O capacete, designado por Vladyslav Heraskevych como “capacete da memória”, incluía imagens da halterofilista Alina Peregudova, do pugilista Pavlo Ishchenko e do jogador de hóquei no gelo Oleksiy Loginov, todos mortos após o início do conflito. Na terça-feira, a Ucrânia apresentou um recurso contra a decisão, defendendo que o atleta deveria ser autorizado a competir com o equipamento nos Jogos.
Segundo o The Guardian, o apelo foi rapidamente rejeitado pelo COI, que considerou que o capacete violava as regras relativas à expressão política, previstas no artigo 50.2 da Carta Olímpica. Ainda assim, o porta-voz do COI, Mark Adams, anunciou uma exceção às diretrizes, permitindo que Vladyslav Heraskevych utilize uma braçadeira preta durante a competição.
“Houve uma reunião informal na noite passada com o senhor Vladyslav Heraskevych, o seu treinador e a delegação, na qual reiterámos a nossa compreensão relativamente ao desejo do atleta de prestar homenagem aos seus colegas ucranianos”, afirmou Mark Adams. Segundo o responsável, o atleta já tinha feito essa homenagem durante os treinos e nas redes sociais.
“Após essa reunião, reiterámos também que iremos abrir uma exceção às orientações para permitir o uso de uma braçadeira preta em competição, como forma de assinalar essa homenagem”, acrescentou, sublinhando que o COI não pretende impedir Heraskevych de se expressar em conferências de imprensa ou noutras zonas mistas. “Consideramos que este é um bom compromisso.”
Apesar disso, o atleta manifestou publicamente a sua insatisfação com a decisão do COI. Em mensagens publicadas nas redes sociais na noite de terça-feira e na quarta-feira, Vladyslav Heraskevych descreveu a decisão como “algo que simplesmente lhe parte o coração”.
“O sentimento de que o COI está a trair aqueles atletas que faziam parte do movimento olímpico, não permitindo que sejam homenageados na arena desportiva onde nunca mais poderão competir”, escreveu.
Heraskevych, o primeiro atleta ucraniano de skeleton a competir em Jogos Olímpicos, partilhou ainda uma fotografia dos Jogos de Pequim 2022, onde surge a segurar um cartaz com a mensagem “No War in Ukraine”, poucos dias antes do início da invasão russa. O atleta questionou também a decisão do COI de autorizar a participação de 13 atletas russos como Atletas Neutros Individuais nos Jogos de Milão-Cortina.
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