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María Corina Machado foi anunciada como vencedora do Nobel da Paz em outubro, numa decisão que foi interpretada como um desaire diplomático para a Casa Branca. Ainda assim, a dirigente venezuelana apressou-se a dedicar o prémio a Trump e ao que descreveu como o seu "apoio decisivo à nossa causa".

A posição da oposição surgiu após os Estados Unidos terem lançado ataques aéreos e uma operação militar na Venezuela que culminou com a detenção do Presidente Nicolás Maduro. Na semana passada, em declarações à Fox News, Machado afirmou querer "dar o prémio a Trump e partilhá-lo com ele", em nome do povo venezuelano.

"O que ele fez é histórico. É um enorme passo rumo a uma transição democrática", afirmou.

Donald Trump, que nunca escondeu o desejo de receber o Nobel da Paz disse que aceitar o prémio seria "uma grande honra”" O Presidente norte-americano indicou ainda que deverá reunir-se com Machado em Washington esta semana.

Perante estas declarações, o Comité Nobel norueguês e o Instituto Nobel da Noruega divulgaram um comunicado a sublinhar que a transferência do prémio não é possível. "Os factos são claros e bem estabelecidos. Uma vez anunciado, um Prémio Nobel não pode ser revogado, partilhado ou transferido para terceiros. A decisão é final e válida para sempre", refere a nota.

Segundo os responsáveis, nem o testamento de Alfred Nobel nem os estatutos da Fundação Nobel preveem a possibilidade de retirar um prémio, lembrando que "nenhuma ação pode ser movida contra a decisão do comité que atribui o prémio em Estocolmo ou Oslo". Acrescentam ainda que nenhum comité considerou alguma vez retirar um Nobel e que, por princípio, o Comité Nobel da Paz não comenta as declarações ou ações dos laureados após a atribuição do prémio.

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