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O acordo já foi enviado ao Tribunal de Justiça da União Europeia, que irá avaliar a sua compatibilidade com a legislação comunitária. A decisão deverá demorar cerca de 18 meses. Apesar disso, a Comissão Europeia optou por avançar desde já com a aplicação provisória, uma possibilidade que vinha sendo antecipada por fontes diplomáticas europeias.

Na quinta-feira, o Uruguai e, posteriormente, a Argentina ratificaram o acordo. Segundo Ursula von der Leyen, espera-se que o Brasil e o Paraguai sigam o mesmo caminho em breve. "Isto são boas notícias", afirmou a responsável europeia.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul cria uma das maiores áreas de livre-comércio do mundo. O entendimento prevê a eliminação de tarifas sobre 91% das exportações europeias para os países sul-americanos e sobre 92% das exportações do Mercosul para a Europa.

No seu conjunto, o acordo abre um mercado de mais de 700 milhões de consumidores, representando um Produto Interno Bruto combinado de cerca de 22 biliões de dólares (aproximadamente 19 biliões de euros), de acordo com dados da Comissão Europeia.

Do lado europeu, o acordo deverá impulsionar as exportações de automóveis, maquinaria, vinhos e bebidas espirituosas. Em sentido inverso, facilitará a entrada no mercado europeu de produtos sul-americanos como carne de bovino e de aves, açúcar, arroz, mel e soja.

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