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Montenegro começou por sublinhar o quadro económico atual e a necessidade de estabilidade: “A margem para alterações orçamentais é mesmo muito curta”, avisou, acrescentando que é preciso que os partidos “olhem para isto com sentido de responsabilidade”. O chefe do Governo enfatizou ainda que Portugal enfrenta um cenário complexo: “Tem complexidades, pelo que Portugal tem de fazer para isso se quiser continuar a ser referência de estabilidade na UE e no mundo”.

O primeiro-ministro apelou à oposição para que respeite a vontade dos portugueses: “Ouçam a voz firme dos portugueses, que disse e diz: deixem o Governo trabalhar. Façam todos parte do trabalho pelo futuro de Portugal”, declarou.

Montenegro apresentou o OE2026 como um documento de crescimento, justiça e consolidação, destacando que Portugal cresce acima da média da União Europeia, com “mais ambição e contas certas”. Segundo o líder do Governo, o orçamento implementa uma “nova doutrina” orçamental, baseada no escrutínio rigoroso do dinheiro público e na transparência, removendo “tudo o que não devia estar incluído” para não encavalitar a discussão orçamental.

O primeiro-ministro enviou também uma mensagem clara sobre a responsabilidade dos partidos: “A aprovação do OE não torna os partidos que o fazem co-responsáveis pela governação. Quanto muito transforma-os em co-responsáveis pela estabilidade. Não vale a pena criar dramas que comprometam a estabilidade.”

No plano das medidas concretas, Montenegro anunciou uma série de aumentos e benefícios: redução do IRS que “beneficiará milhões de famílias”, aumento do salário mínimo para 920 euros, incentivos para as empresas continuarem a subir salários, e aumentos em todas as pensões, incluindo mais 40 euros no complemento solidário para idosos. Para os jovens, manteve o IRS jovem e reforçou a garantia pública para aquisição de habitação, enquanto as empresas verão uma descida do IRC. “Prometemos aumento de rendimentos e estamos a cumprir”, garantiu.

O primeiro-ministro abordou ainda a política migratória, afirmando que o Governo atual pretende resolver o “caos” deixado pelo Executivo anterior: “Acabamos com a manifestação de interesses e acabamos com as portas escancaradas que quadruplicou o número de imigrantes em poucos anos. O que estamos a fazer é uma verdadeira reforma do sistema migratório”. Questionado sobre os imigrantes ilegais, Montenegro foi categórico: “Os imigrantes devem regressar ao seu país de origem. A entrada em Portugal deve ser feita de forma legal e de acordo com as necessidades do país”.

Com este discurso, Montenegro procurou reforçar a mensagem de estabilidade e responsabilidade política, combinando reformas sociais e fiscais com uma advertência clara à oposição sobre o limite de alterações possíveis no OE2026.

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