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Começa a falar Luís Neves, diretor nacional da PJ, que manifestou condolências às famílias e amigos das vítimas mortais e deseja as melhoras aos feridos. Elogiou igualmente a colaboração institucional entre as estruturas do Estado envolvidas na resposta ao acidente.

A PJ “interveio com toda a secção de homicídios da diretoria de Lisboa”, com o “laboratório de polícia científica” e em estreita articulação com o Instituto de Medicina Legal, bem como as congéneres internacionais para ajudar a identificar as vítimas estrangeiras.

“Disponibilizámos um número de telefone direto e um email direto”, uma linha que “permitiu receber mais de 200 chamadas logo nas primeiras horas” e dar “informação a familiares das vítimas”.

“Estamos em permanente contacto com o MNE”, acrescenta Luís Neves, para salvaguardar os interesses dos familiares das vítimas.

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Como novidade, Luís Neves confirma que estão já identificadas as nacionalidades de cinco vítimas portuguesas, dois sul-coreanos e um suíço. Diz ainda que, “com elevado grau de probabilidade”, com base em documentos e informações recolhidas nas últimas horas, é possível identificar um cidadão alemão, dois canadianos, um ucraniano e um norte-americano.

Faltam ainda identificar a nacionalidade de três vítimas.

Alvaro Almeida, diretor-executivo do SNS, que diz que o SNS recebeu 23 vítimas do acidente, 13 ligeiros e 10 graves. Um dos feridos graves “acabou por falecer”, explica. Seis estão em cuidados intensivos e os outros três têm uma evolução mais favorável.

Todos os feridos ligeiros já tiveram alta, diz o responsável.

O ferido grave que morreu não foi ainda identificado. Os restantes são: três portugueses, um alemão, um sul-coreano, um suíço, um cabo-verdiano e um marroquino.

Entre os feridos ligeiros há espanhóis, israelitas, portugueses, brasileiros, italianos e franceses.

O SNS “respondeu como era suposto no momento difícil” graças à “grande disponibilidade dos profissionais de saúde”.

Da parte do Instituto de Medicina Legal, Francisco Côrte-Real, explica foi acionada a equipa de desastres de massa desde o primeiro momento, com médicos no local desde as primeiras horas.

Vieram técnicos de vários pontos do país, nomeadamente Porto, Coimbra, Tomar e outros locais, o que permitiu que as autópsias começassem a ser feitas a partir da meia-noite.

As 15 autópsias dos corpos que entraram ontem no instituto foram concluídas até ao início desta tarde. A 16.ª autópsia foi também já concluída. O instituto quis “minorar o sofrimento das famílias” através da identificação rápida dos corpos.

Foram 37 os elementos do instituto a trabalhar nesta operação.

O responsável do Instituto de Medicina Legal diz que a identificação dos corpos foi feita com recurso a várias técnicas, como perfil genético, fórmula dentária e contacto com familiares.

Todos os corpos estão já em condições de ser libertados, informa.

Nelson Oliveira, responsável do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), diz que amanhã ao final da tarde será publicada uma primeira nota informativa, sendo que hoje não será partilhado ainda qualquer facto.

O gabinete foi notificado cerca de 50 minutos depois da ocorrência do acidente, explica Nelson Oliveira, acrescentando que a recolha de indícios ocorreu hoje entre as 8h30 e as 13h00 em cooperação com o Ministério Público, PJ, ACT e Carris.

Recorde-se que um dos feridos do acidente no Elevador da Glória, em Lisboa, não resistiu aos ferimentos durante a noite, elevando para 16 o número de mortos, segundo confirmou Proteção Civil esta tarde.

O Elevador da Glória descarrilou ontem, pelas 18h00 e 38 pessoas estiveram envolvidas no acidente e 21 ficaram feridas.

Quanto à nacionalidade das vítimas transportadas para os hospitais, foram identificados até ao momento quatro cidadãos portugueses, dois alemães, dois espanhóis, um coreano, um cabo-verdiano, um canadiano, um italiano, um francês, um suíço e um marroquino. Falta apurar a nacionalidade de quatro feridos.