Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
O governo catalão (Generalitat) pediu à Adif, que gere as infraestruturas, e à Renfe, que opera os comboios, para fechar a linha até ser possível garantir a segurança. Um deslizamento de terras perto dos carris, esta tarde, só não afetou a ferrovia por o serviço já não estar a funcionar.
O incidente ocorreu depois de várias horas de funcionamento "caótico e reduzido", segundo o diário espanhol El País. Embora o governo tenha anunciado taxativamente, num comunicado emitido ontem à noite, que nenhum comboio circularia, a Renfe manteve parte do serviço aberto, mas com interrupções em todas as linhas.
A operadora justifica que trabalhou toda a noite para viabilizar o serviço ferroviário, mas fontes do governo catalão afirmam que houve pouco tempo entre o comunicado do governo catalão nas redes sociais (após as 3h da manhã) e o início dos preparativos operacionais (antes das 5h da manhã). Além disso, dois novos deslizamentos de terra ocorreram esta manhã em Calaf e Cerdanyola, o que obrigou à paragem total do serviço.
Antes dos cancelamentos, os passageiros que se aproximavam das estações ferroviárias suburbanas catalãs estavam frustrados com mensagens contraditórias nos ecrãs, aplicações e sistemas de som. "Não têm vergonha. Isto é pior do que no Terceiro Mundo", escreve o El País, que cita um passageiro na estação de Sants, em Barcelona.
O ministro da Presidência, Albert Dalmau, afirmou que a rede ferroviária, devido às fortes chuvas dos últimos dias e a problemas que se arrastam há anos por falta de investimento, se encontra numa "situação excepcional e sem precedentes" de falta de segurança.
Entretanto, pormenores do acidente de domingo passado, em Adamuz, que fez 45 mortos e 292 feridos, vão sendo conhecidos. A operadora Renfe afirma hoje num comunicado de imprensa que foi notificada do acidente "imediatamente" e chamou os serviços de emergência. A primeira chamada, às 19h46, foi do maquinista do comboio Alvia, que "relatou um acidente grave". Às 20h01, a Adif confirmou o envolvimento de outro comboio.
Cerca de trinta pessoas participam no comité de crise que tenta gerir um dos piores momentos da ferrovia espanhola no que diz respeito à segurança. Para já, foi ordenada a inspecção e o isolamento de 21 pontos considerados de alto risco, dois deles críticos. Não há data definida para a retoma do serviço, que será "gradual" e "o mais breve possível".
Perto de 400 mil pessoas utilizam diariamente a rede Rodalies, o sistema de transportes públicos mais utilizado, que liga a região de Barcelona ao resto da Catalunha.
___
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.
Comentários