Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

O anúncio foi feito no sábado pela diretora do Departamento Administrativo da Presidência colombiana (Dapre), Angie Rodríguez, durante uma conferência de imprensa em Cúcuta, capital do departamento de Norte de Santander, após a instalação de um posto de comando unificado para coordenar a resposta na região fronteiriça.

Segundo a responsável, o governo colombiano ordenou o destacamento militar para as zonas mais sensíveis da fronteira, integrando um plano de resposta “abrangente e coordenado” envolvendo várias entidades do Estado.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez Suárez, alertou que a região vive um momento de “alta tensão”, marcado pela presença de grupos armados ilegais, como a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), que poderá tentar explorar a instabilidade venezuelana para lançar novos ataques. Entre as principais ameaças apontou também o grupo criminoso Tren de Aragua, ambos classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras.

“A ameaça à Colômbia não vem de outras nações, mas do crime transnacional que tenta levar este veneno — a droga — aos países consumidores e desestabilizar a região”, afirmou o ministro.

Horas antes, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dirigiu um aviso ao Presidente colombiano, Gustavo Petro, sugerindo que “tomasse cuidado” e acusando a Colômbia de albergar laboratórios e fábricas de cocaína. Petro respondeu nas redes sociais dizendo não estar “nada preocupado”. Em dezembro, Trump já havia afirmado que Petro poderia ser “o próximo”, depois de Maduro.

Na mesma conferência, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que também Cuba deveria “estar preocupada”.

Os Estados Unidos confirmaram que lançaram um “ataque em grande escala” contra a Venezuela, que resultou na captura de Maduro e da sua mulher, Cilia Flores, anunciando ainda que irão administrar o país até à conclusão de uma transição política. O Governo venezuelano classificou a ação como uma “gravíssima agressão militar” e decretou estado de exceção.

__

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.