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Depois de um dique ter rebentado perto da zona de São João do Campo, junto a um viaduto da A1 a autoestrada foi cortada. Perante o risco de rutura total o Presidente da República e o Primeiro Ministro voltaram a Coimbra para agora fazerem declarações ao país com a Presidente da Câmara do município.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, alerta que é possível que haja novas ruturas de diques, declarações na sequência do rebentamento de um dique em Casais, Coimbra.
“Não quero deixar de alertar para a possibilidade de outras roturas poderem vir a acontecer nas próximas horas”, disse numa conferência de imprensa a partir de Coimbra.
Montenegro salienta o trabalho de todos os autarcas e apela a comportamentos responsáveis por parte da população respeitando as ordens das instituições.
"Nós temos necessidade de manter vigilância total e absoluta. E, portanto, queria daqui apelar a todos os nosso concidadãos que tiverem pela frente, nas próximas horas, um agente da PSP, um militar da GNR, um elementos das Forças Armadas, dos Bombeiros, da Proteção Civil regional, de qualquer instituição social que está neste momento a colaborar com o nosso dispositivo, alertando-os para a necessidade de deixarem as suas habitações... que possam respeitar porque estamos mesmo a tratar da segurança das pessoas, em primeiro lugar, e da segurança dos seus bens", afirma.
Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra, começa por salientar o trabalho dos responsáveis políticos.
De seguida informou sobre a evacuação de novas localidades como medida de prevenção, entre elas São Martinho de Árvore, Quimbres e São João do Campo.
O ponto de encontro para a população foi definido na EB 2/3 de São Silvestre, que está preparada para receber os residentes deslocados.
Na quarta-feira já tinham sido evacuadas outras sete localidades: São Martinho do Bispo - ponto de encontro: EB 2/3 Inês de Castro; Conraria e Cabouco - ponto de encontro: Casa do Povo de Ceira; Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal e Arzila - ponto de encontro: EB 2/3 de Taveiro
“Pedimos-vos paciência. Sabemos que não é fácil e que já passaram várias semanas. No sábado, temos a esperança de vos dar boas notícias, mas não podemos facilitar”, acrescenta.
A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, assumiu depois a palavra e apresentou alguns dados sobre os efeitos das últimas três semanas. A governante destacou que “apenas nos últimos dois dias, a quantidade de precipitação registada corresponde a 20% da média anual de Portugal”.
Maria da Graça Carvalho acrescentou ainda que, desde o início de janeiro, as descargas efetuadas nas barragens e albufeiras equivalem a aproximadamente um ano do consumo de água de todo o país.
Em seguida, tomou a palavra o Presidente da República dizendo que a prevenção começou no diálogo com Espanha, acrescentou que "as populações compreenderam o que se passou" e as "medidas de precaução foram tomadas de imediato".
Marcelo terminou dizendo que "há 20 e tal anos que não se via algo assim", mas que "estamos a responder bem. Não esqueceremos ninguém”, assegurou o Presidente da República.
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