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Em comunicado, os apoiantes do Climáximo explicaram que "coletaram dezenas de bens alimentares e produtos de higiene pessoal no Continente Campo Pequeno - desde pão, fórmula para bebé e latas de atum, a pasta de dentes e pensos higiénicos - saindo do supermercado sem pagar. Os bens foram redistribuídos por pessoas em condição de pobreza junto da Estação de Oriente".
Segundo o grupo, esta ação de protesto "denunciou os lucros extraordinários auferidos por grandes superfícies como o Continente e o Pingo Doce num contexto de guerra potenciado pelos combustíveis fósseis, enquanto o custo de vida de pessoas comuns aumenta".
Inês Teles, apoiante do Climáximo, afirma que: “A nossa dependência de combustíveis fósseis está não só a aumentar de forma drástica o custo de vida, como irá cada vez mais provocar a escassez de bens essenciais. Mas no meio deste caos, há quem fique a ganhar: as grandes superfícies e as empresas fósseis registam lucros ímpares com a guerra, com a nossa pobreza e a destruição do mundo. Eles estão a lucrar com a pobreza alheia. Viemos reclamar o que é de todas as pessoas.”
“Tanto a Sonae como a Galp viram lucros record em 2025 e iniciaram 2026 em altas, após o escalar dos ataques imperialistas dos EUA e de Israel ao Irão. Ao mesmo tempo, o preço dos combustíveis dispara e o custo de vida aumenta, tendo sido atingido na semana passada o valor mais elevado do cabaz alimentar desde 2022,” afirma Inês. “Cada grau adicional de aquecimento aproxima-nos de falhas agrícolas em larga escala", explica.
"Culturas essenciais como o milho e o trigo já sofrem perdas com o aumento das temperaturas, colocando milhões em risco de fome e insegurança alimentar. O capitalismo fóssil oferece-nos um futuro de escassez, desigualdade, militarização e colapso climático acelerado. Não aceitaremos ser deixados à mercê de mais Kristins, nem subordinados à sede de lucro vampírica das grandes empresas", afirma.
O grupo está a realizar várias ações de protesto ao longo da semana. Na segunda-feira, mancharam com tinta vermelha a fachada da empresa Thales, em Paço de Arcos. Em comunicado, o grupo acusou a empresa de ser a “quarta maior empresa de armamento, tecnologia e segurança da Europa”. O grupo encerrará a “Semana de Luta pelo Futuro” com “uma concentração em frente à sede do Governo”, esta sexta-feira às 18h30.
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