Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

Segundo fonte citada pelo jornal britânico, Christine Lagarde, que assumiu funções em Frankfurt em novembro de 2019 após liderar o Fundo Monetário Internacional (FMI), quer deixar o cargo antes das eleições marcadas para abril do próximo ano. O objetivo será dar ao presidente francês, Emmanuel Macron, e ao chanceler alemão, Friedrich Merz, margem para designar um novo líder de uma das instituições mais influentes da União Europeia.

"A presidente Christine Lagarde está totalmente concentrada na missão que está a desempenhar e não tomou nenhuma decisão sobre o fim do mandato", afirmou o porta-voz do Banco numa mensagem enviada à Agência France Presse, desmentindo assim as informações divulgadas hoje pelo jornal britânico.

De acordo com fontes ouvidas em Paris, Macron, impedido constitucionalmente de se recandidatar a um terceiro mandato nas presidenciais, pretende há meses influenciar a escolha do próximo presidente do BCE.

A eventual saída antecipada surge após o anúncio de demissão do governador do banco central francês, François Villeroy de Galhau, que deixará funções em junho, cerca de 18 meses antes do final do mandato. Embora tenha justificado a decisão com a intenção de integrar uma organização de solidariedade, críticos consideram que o passo abre espaço a novas nomeações alinhadas com o Eliseu.

As eleições presidenciais francesas do próximo ano são vistas como decisivas para a segunda maior economia da zona euro e para o equilíbrio político da União Europeia. A líder do partido de extrema-direita Reagrupamento Nacional, Marine Le Pen, surge de forma consistente à frente nas sondagens. Apesar de enfrentar questões judiciais que podem afastá-la da corrida, já indicou Jordan Bardella como possível substituto.

As posições eurocéticas de ambos são acompanhadas com preocupação em Bruxelas e Frankfurt, por poderem complicar as relações com instituições europeias como o BCE.

A liderança de Christine Lagarde no banco central da zona euro ficou associada a um período de forte turbulência internacional, incluindo a pandemia de covid-19, a invasão russa da Ucrânia e tensões comerciais com os Estados Unidos, desafios que moldaram a política monetária europeia nos últimos anos.

Entre os potenciais sucessores apontados por economistas consultados pelo Financial Times estão Pablo Hernández de Cos, antigo governador do banco central espanhol, e Klaas Knot, seu homólogo neerlandês.
Também Isabel Schnabel, atual membro da comissão executiva do BCE, manifestou interesse no cargo, tal como Joachim Nagel, presidente do Bundesbank alemão.

___

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.