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Num boletim intitulado “Safeguarding Our Secrets”, as agências afirmam que os serviços de informações militares chineses estão a recorrer a uma estratégia agressiva de recrutamento online para identificar e abordar funcionários governamentais, militares, especialistas em defesa, diplomacia e inteligência, bem como outras pessoas com acesso a dados classificados. Jornalistas, investigadores de centros de estudos e profissionais com acesso indireto a informação governamental também são considerados potenciais alvos.

Segundo o documento, a que a CNN Internacional teve acesso, os recrutadores oferecem inicialmente trabalhos aparentemente legítimos através de plataformas de emprego e networking profissional. Os candidatos selecionados são depois pressionados a fornecer informações confidenciais para clientes não identificados ligados ao Governo chinês. Os pagamentos podem variar entre algumas centenas e vários milhares de dólares por relatório, aumentando à medida que a informação fornecida se torna mais sensível.

As agências dos Five Eyes argumentam que o objetivo final destas operações é recolher informações militares, políticas e económicas que possam proporcionar à China vantagens estratégicas e táticas sobre os países da aliança. O alerta destaca ainda um interesse particular em militares destacados na região do Indo-Pacífico.

O Governo chinês tem rejeitado repetidamente acusações de espionagem deste tipo, classificando-as como “fabricações” e “calúnias maliciosas”. Ainda assim, o novo aviso surge na sequência de alertas anteriores emitidos individualmente por vários países. Nos Estados Unidos, as autoridades já tinham denunciado tentativas de recrutamento de atuais e antigos funcionários públicos através de esquemas enganosos, enquanto o serviço de segurança interno britânico, o MI5, alertou no ano passado para alegadas tentativas de espionagem chinesa dirigidas ao Parlamento britânico.

O comunicado conjunto é considerado particularmente significativo por representar uma posição coordenada e pública dos cinco principais parceiros de partilha de informações do mundo ocidental sobre uma ameaça que consideram crescente.

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