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A Greve Geral desta quinta-feira, que fechou escolas e serviços públicos, levou também milhares de pessoas às ruas em protesto. As manifestações mais expressivas ocorreram em Lisboa, junto ao Parlamento, onde se registaram alguns momentos de tensão ao final da tarde.

Uma pessoa foi detida por ter saltado as barreiras e permanecido alguns minutos no fundo das escadarias do Parlamento. Nesse mesmo local, alguns manifestantes arremessaram garrafas, provocando pequenos focos de incêndio.

Segundo comunicado da PSP, no final da manifestação, às 20h38, três indivíduos foram detidos por resistência, coação sobre funcionário e ofensas à integridade física qualificada. No total, registaram-se seis detenções e duas identificações relacionadas com os incidentes.

Estes incidentes marcam assim uma Greve Geral onde a CGTP confirmou ao longo do dia ter sido de "adesão massiva".

No documento divulgado no site é possível ver que há câmaras municipais, juntas de freguesia, agrupamentos de escolas, jardins de infância, lotas, fábricas e vários serviços públicos completamente encerrados.

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) avançou também que hospitais e centros de saúde estão a funcionar "apenas com serviços mínimos".

"O grande responsável é Luís Montenegro, cujo Governo que lidera tem sido intransigente nas negociações de um pacote laboral que coloca em risco o trabalho dos médicos e de todos os profissionais de Saúde dos setores público, privado e social", avançou Joana Bordalo e Sá, presidente da FNAM.

"Se o pacote avançar, a situação dos médicos do SNS agravar-se-á, com os vínculos a tornarem-se mais precários e os horários ainda mais desregulados, além de que serão afetadas questões como a parentalidade, a amamentação e a própria liberdade sindical", disse.

Vários serviços de Finanças encontram-se esta quinta-feira encerrados devido à greve convocada pelas centrais sindicais. Embora não tenha subscrito o pré-aviso nacional, o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) admite que a paralisação está a provocar um "impacto significativo" no funcionamento da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).

Gonçalo Rodrigues, presidente do STI, esclarece que o sindicato decidiu apoiar a greve apesar de não ter participado formalmente no pré-aviso. "Apoiámos a greve e fizemos um comunicado a apoiar. Os colegas têm todas as razões para fazer greve", afirma.

Há também constrangimentos nos transportes, inclusive nos aeroportos nacionais.

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