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Apesar de não ter sido confirmada publicamente a data, fontes sindicais indicam que o Conselho Nacional terá apontado para 2 de junho como o dia da paralisação, escreve o Expresso, numa decisão que surge após várias semanas de contestação ao pacote legislativo em negociação na concertação social.
Em declarações ao Expresso, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, confirmou que serão anunciadas “novas formas de luta” no 1.º de Maio, mantendo a pressão sobre o Governo, mas não quis ainda validar a data avançada para a greve geral.
A nova paralisação surge num momento de negociações ainda em curso na concertação social, com uma reunião plenária marcada para 7 de maio, considerada decisiva pelo Governo antes do fecho do dossiê laboral e envio da proposta para o Parlamento.
Segundo várias fontes sindicais, a decisão da CGTP foi tomada com uma forte maioria no Conselho Nacional, registando apenas algumas abstenções, associadas a representantes mais próximos do Partido Socialista, que defendem a manutenção do diálogo até ao limite do processo negocial.
Do lado da União Geral de Trabalhadores, o secretário-geral Mário Mourão tem mantido reservas quanto a uma nova greve geral conjunta, defendendo que o processo de negociação deve ser esgotado antes de qualquer escalada de protesto.
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