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As declarações foram feitas à margem de um protesto realizado em frente ao Ministério do Trabalho, em Lisboa, onde dezenas de sindicalistas exigiram a integração da CGTP na reunião que decorre entre o executivo, a UGT e as confederações empresariais.
"Aquilo que está a passar-se é um autêntico ataque democrático", afirmou Tiago Oliveira, depois de ter sido recebido pelo chefe de gabinete da ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, e por um assessor do secretário de Estado do Trabalho, mas sem participar no encontro negocial. Segundo o dirigente sindical, ficou “demonstrado quem tem afastado a CGTP” do processo, rejeitando a ideia de que a central esteja a colocar-se à margem.
Questionado sobre a justificação do Governo, Tiago Oliveira afirmou que lhe foi transmitido que "a senhora ministra convoca quem quer". Ainda assim, uma fonte oficial do Ministério do Trabalho indicou existir disponibilidade para uma reunião posterior com a CGTP.
Durante o protesto, os manifestantes entoaram palavras de ordem como "o pacote laboral é encomenda do patrão" e "respeito, respeito", criticando aquilo que consideram ser negociações à margem da Concertação Social. O secretário-geral da CGTP lembrou que a central já apresentou propostas de revisão da lei laboral e classificou as intenções do executivo como um "ataque aos direitos dos trabalhadores".
Tiago Oliveira disse ainda esperar ser recebido em breve pelo Presidente da República, António José Seguro, e anunciou que o Conselho Nacional da CGTP vai reunir na próxima quarta-feira para decidir novas formas de luta.
No protesto marcou também presença o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, que considerou o afastamento da CGTP "uma ofensa absolutamente insuportável" e uma prova do "autoritarismo do Governo". O dirigente bloquista estendeu as críticas ao primeiro-ministro, afirmando que não vê diferenças entre a postura da ministra do Trabalho e a do chefe do executivo.
A CGTP insiste que a Constituição consagra o papel dos sindicatos na construção da legislação laboral e garante que continuará a mobilizar trabalhadores enquanto não for integrada plenamente no processo negocial.
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