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O Irão ordenou a interrupção da passagem de petroleiros no Estreito de Ormuz, alegando uma violação do cessar-fogo por parte de Israel, que terá continuado a realizar ataques no Líbano, segundo avançou a agência iraniana Fars.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu os ataques israelitas como um “conflito à parte” envolvendo o Hezbollah, sublinhando que estas ações “não estavam incluídas” no acordo de cessar-fogo de duas semanas.
“Por causa do Hezbollah. Não estavam incluídos no acordo. Isso também vai ser resolvido. Está tudo bem”, afirmou numa chamada telefónica ao PBS News Hour.
No entanto, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, já tinha anunciado que o Irão, os Estados Unidos e os respetivos aliados tinham acordado um cessar-fogo imediato em todos os teatros de conflito, incluindo o Líbano. Israel contestou esta interpretação, afirmando que o combate ao Hezbollah naquele país não se encontra abrangido pelo cessar-fogo.
Uma fonte do governo norte-americano disse à AFP que o plano de 10 pontos divulgado pelo Irão nas últimas horas “não corresponde à estrutura” definida pelos Estados Unidos para a implementação do cessar-fogo.
Numa publicação mais recente na rede Truth Social, Trump criticou o que classificou como “charlatões” que estarão a divulgar informações falsas sobre o cessar-fogo. O presidente norte-americano afirmou que existe apenas um conjunto de pontos aceitáveis para os Estados Unidos, que serão discutidos à porta fechada durante as negociações, acrescentando que estes constituíram a base do acordo alcançado.
Os ataques israelitas desta quarta-feira no Líbano provocaram pelo menos 89 mortos e cerca de 700 feridos, de acordo com o Ministério da Saúde libanês, citado pela Reuters.
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