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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta segunda-feira que a proposta de um cessar-fogo de 45 dias apresentada por mediadores internacionais foi um “passo muito significativo” nas negociações para pôr fim ao conflito com o Irão. Trump, falando desde a Casa Branca, porém sublinhou que o plano ainda é “insuficiente” para encerrar a campanha militar em curso, conhecida como “Operação Fúria Épica”. Washington reiterou que a proposta, mediada pelo Paquistão, Egito e Turquia, que inclui um cessar-fogo temporário seguido de negociações, não foi formalmente endossada e continua a ser uma entre várias opções em avaliação.

Trump também tem condicionado a reabertura do Estreito de Ormuz a progressos concretos nas negociações, mantendo prazos e ameaças de retomar ataques a infraestruturas estratégicas caso não haja acordo.

Por sua vez, o Governo iraniano reafirmou uma posição mais firme, rejeitando a ideia de aceitar uma trégua temporária em troca de concessões importantes, como a reabertura do Estreito de Ormuz. Altos responsáveis em Teerão afirmaram que a proposta de cessar-fogo está sob análise, mas que não aceitarão pressão por prazos ou condições que não garantam um fim definitivo ao conflito.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghaei, disse que as negociações “são incompatíveis com ultimatos e ameaças de cometer crimes de guerra”, e que Teerão já comunicou requisitos baseados nos seus interesses nacionais através de canais intermediários. O Irão rejeitou propostas anteriores dos Estados Unidos, incluindo um plano de 15 pontos que considerou “excessivo”.

Outros relatórios indicam que a resposta iraniana também foi formalizada numa proposta de dez cláusulas, transmitida via Paquistão, que insiste num fim permanente da guerra, na garantia de segurança no Estreito de Ormuz, no levantamento de sanções e em medidas de reconstrução antes de aceitar um acordo de paz duradouro.

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