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O regresso tem sido feito através de voos específicos organizados para o efeito ou por via de ligações comerciais, revela o Diário de Notícias, citando a Lusa.
Entre os cidadãos portugueses afetados estavam 73 passageiros de um cruzeiro no Dubai, que permaneceram retidos no navio durante cerca de uma semana. O processo de saída do território iniciou-se este sábado, com voos comerciais assegurados pela companhia de navegação responsável pelo cruzeiro.
Apesar de o processo estar a ser acompanhado pelo Governo português, alguns passageiros relataram dificuldades no contacto com as autoridades nacionais. Uma das passageiras afirmou que se inscreveu no portal destinado ao repatriamento, mas nunca foi diretamente contactada.
“Nós inscrevemo-nos para sermos repatriados no ‘site’, mas nunca fomos contactados. No navio, esteve alguém da embaixada e depois pedimos para ser adicionados para um grupo de WhatsApp onde alguém colocou um ponto de recolha”, explicou. A mesma passageira tinha voo marcado este sábado para Barcelona, de onde seguiria para o Porto.
Segundo relatou, a companhia de navegação terá aconselhado os passageiros a permanecerem no navio até ser encontrada uma solução. “Nós falámos com a companhia e ela disse que só nos garantia segurança se ficássemos no cruzeiro e esperássemos por uma solução deles”, acrescentou.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, apresentou, no entanto, uma versão diferente sobre o acompanhamento prestado. O governante assegurou que o embaixador português se deslocou ao navio e falou com cerca de metade dos portugueses que ali se encontravam.
“Um cruzeiro é uma cidade, não é fisicamente possível estar com todos”, afirmou, acrescentando que foram dadas indicações para o repatriamento dos cidadãos portugueses, embora muitos tenham optado por regressar através dos voos organizados pela própria companhia.
Emídio Sousa admitiu que poderá ter havido casos individuais de falta de contacto, mas garantiu que o grupo foi informado de forma geral e que houve comunicação constante com a empresa responsável pelo cruzeiro.
“Custa-me crer, mas admito que alguém não tenha sido contactado. No entanto, o grupo foi contactado como um todo e estivemos em contacto permanente com a companhia”, disse.
O secretário de Estado reconheceu ainda que situações deste tipo geram ansiedade entre os passageiros. “Compreendo que há sempre algum ‘stress’ e as pessoas reagem de modo diferente, mas estamos a fazer o nosso trabalho e os nossos diplomatas estão a fazer o seu trabalho de modo extraordinário”, afirmou.
Segundo o governante, o número total de portugueses já repatriados ronda as 500 pessoas, muitas delas através de voos comerciais ou em articulação com ligações excecionais organizadas por outros países.
Está ainda em estudo a possibilidade de realizar um voo adicional de repatriamento no domingo. No entanto, Emídio Sousa admitiu que a operação poderá não ser necessária, uma vez que muitos dos cidadãos que estavam no Qatar conseguiram entretanto regressar através de voos comerciais.
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