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Entre os turistas encontrava-se uma cidadã portuguesa, Matilda Oliveira, natural de Coimbra, que relatou à televisão brasileira momentos de grande tensão vividos no topo do morro, onde o grupo aguardava o nascer do sol.
“De repente, os guias pediram para nos sentarmos e começámos a ouvir os tiros. É sempre assustador, mas, dentro do possível, estava controlado. Os guias fizeram o trabalho deles”, afirmou.
Segundo o relato, os turistas seguiram rigorosamente as instruções dos guias, que orientaram o grupo a permanecer agachado enquanto decorriam os confrontos armados. Apesar do susto, Matilda Oliveira disse que repetiria a experiência e elogiou a atuação dos profissionais.
“Eu repetiria o passeio. Contratei o serviço ainda em Portugal, passámos pela polícia no caminho e a situação já estava sob controlo. Não deixaria de recomendar a trilha, a comunidade ou o Brasil”, sublinhou.
De acordo com a imprensa brasileira, a descida do grupo só foi autorizada por volta das 7h20 locais (11h20 em Lisboa), após as autoridades considerarem a situação estabilizada.
A operação policial teve como principal alvo um suspeito de tráfico de droga conhecido como “Dada”, que estaria ligado ao controlo do tráfico em zonas turísticas do estado da Bahia. O homem terá fugido da prisão em 2024, aliado-se a uma fação criminosa e refugiado-se na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro.
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