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As memórias póstumas de Virginia Roberts Giuffre, uma das acusadoras mais conhecidas de Jeffrey Epstein, registaram um sucesso imediato, vendendo 1 milhão de exemplares em todo o mundo apenas dois meses após a sua publicação, diz o The Guardian.

A editora Alfred A. Knopf anunciou que mais de metade das vendas de Nobody’s Girl ocorreram na América do Norte, onde o livro se encontra agora na 10.ª edição após uma tiragem inicial de 70 mil exemplares. A obra, co-escrita pela autora e jornalista Amy Wallace, foi publicada no início de outubro.

O livro de Giuffre trouxe novamente à tona críticas contra Andrew Mountbatten-Windsor, antigo príncipe britânico, que a autora alegou ter tido relações sexuais com ela quando tinha apenas 17 anos. Paralelamente, reforçou os pedidos para que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberte os processos relacionados com Epstein, que se suicidou em prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.

Virginia Roberts Giuffre morreu por suicídio em abril, aos 41 anos de idade.

“Este é um momento agridoce para nós”, declarou a família de Giuffre, incluindo os irmãos Sky Roberts e Danny Wilson. “Estamos enormemente orgulhosos da nossa irmã e do impacto que continua a ter no mundo. Ao mesmo tempo, estamos cheios de tristeza por ela não poder estar aqui para testemunhar o efeito das suas palavras. Na sua ausência, a nossa família mantém-se empenhada em garantir que a sua voz seja eterna.”

Poucas semanas após a publicação de Nobody’s Girl, o rei Carlos III retirou a Mountbatten-Windsor todos os títulos restantes e ordenou a sua saída da residência real.

Mountbatten-Windsor sempre negou as acusações de Giuffre, mas afastou-se das funções reais após uma entrevista desastrosa à BBC em novembro de 2019, na qual tentou refutar as alegações da autora. Em 2022, pagou milhões num acordo extrajudicial depois de Giuffre apresentar uma ação civil contra ele em Nova Iorque. Embora não tenha admitido qualquer ilegalidade, reconheceu o sofrimento de Giuffre enquanto vítima de tráfico sexual.

Apesar das medidas civis, esta semana a família de Giuffre manifestou “profunda decepção” depois de a polícia metropolitana anunciar que Mountbatten-Windsor não enfrentará investigação criminal no Reino Unido relativamente às acusações apresentadas contra si.

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