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O incidente ocorreu na manhã de terça-feira, a cerca de 23 milhas da Ilha de Wight, fora das águas territoriais do Reino Unido, quando o iate Bright Future se aproximou da fragata russa Admiral Grigorovich. Segundo Jane Kelvey, o navio de guerra emitiu sinais sonoros repetidos, aos quais o casal respondeu com uma ligeira alteração de rumo, para demonstrar que tinha identificado a presença da fragata. Pouco depois, ouviram-se vários disparos.
As autoridades russas justificaram a ação, alegando que o iate seguia numa “aproximação perigosa” e que os militares atuaram em estrito cumprimento das regras internacionais de navegação. O casal rejeita essa versão e garante que “não estava em rota de colisão”, considerando os disparos “completamente desnecessários”.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou o episódio como “imprudente” e afirmou que “não deveria ter acontecido”, manifestando solidariedade para com os tripulantes do iate. O Ministério da Defesa do Reino Unido descreveu o caso como um “incidente isolado”, sublinhando que os tiros não foram apontados à embarcação britânica.
De acordo com fontes oficiais, o iate poderá ter derivado em condições de nevoeiro, aproximando-se inadvertidamente do navio russo, que estaria com capacidade de manobra reduzida. Um barco da Royal Navy foi enviado para prestar assistência e recolher informações junto do casal.
O episódio surge num contexto de maior tensão entre Londres e Moscovo e poucos dias após uma operação britânica que intercetou um petroleiro russo associado à chamada “frota sombra” no Canal da Mancha. Apesar disso, o Ministério da Defesa garantiu que os dois acontecimentos não estão relacionados.
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