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O confronto aconteceu na segunda-feira, durante um momento com Donald Trump na Sala Oval. Kristen Holmes questionou o Presidente norte-americano sobre comentários feitos pelo senador democrata Jon Ossoff, da Geórgia, que tinha acusado Trump de "não querer exercer as suas funções" e de estar mais preocupado com a construção de um salão de baile e com viagens com a sua assistente executiva, Natalie Harp.

Trump recusou responder diretamente à questão e atacou Jon Ossoff. Durante a troca de palavras, o Presidente também se dirigiu à jornalista de forma agressiva, dizendo-lhe para estar calada e acusando-a de ser uma jornalista "falsa" e de trabalhar para um órgão de comunicação que, segundo Trump, divulga "fake news".

Pouco depois, a conta de "rapid response" (resposta rápida, em tradução livre) da Casa Branca — que se refere à equipa de comunicação de emergência, cujo objetivo é rebater críticas — nas redes sociais publicou um vídeo do momento e dirigiu críticas a Holmes. A jornalista foi descrita como uma "vergonha" para a profissão e acusada de ter feito um "ataque barato" contra uma funcionária da administração.

Numa segunda publicação, a Casa Branca foi ainda mais longe, envolvendo diretamente os filhos da jornalista. A mensagem afirmou que, um dia, as crianças de Holmes poderiam encontrar a pergunta feita pela mãe e sentir-se "doentes e envergonhadas" com o comportamento dela.

A CNN saiu em defesa da correspondente, classificando Kristen Holmes como uma das jornalistas mais respeitadas e experientes na cobertura da Casa Branca. A estação considerou que a pergunta feita a Trump era difícil, relevante e de interesse público.

"Os responsáveis políticos podem contestar as notícias com que não concordam, mas os ataques pessoais a jornalistas por fazerem perguntas estão abaixo do nível exigido pelo cargo e são incompatíveis com os princípios de uma imprensa livre", afirmou a CNN.

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