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Esta terça-feira, no Palácio da Justiça, em Lisboa, a juíza Ana Barão explicou a André Ventura que tinha de sair do Tribunal, pois não podia ouvir o depoimento dos autores da ação.
O líder do Chega retirou-se assim da sala e foi acompanhado pelos restantes apoiantes, segundo o Expresso, deixando a sala praticamente vazia, apenas com membros ou apoiantes da comunidade cigana.
À saída do tribunal, André Ventura disse que a decisão judicial sobre os cartazes será "muito importante para o futuro" da democracia, dizendo que não abdicada da sua liberdade.
"A decisão que este tribunal tomar será muito importante para o futuro. Não sei como a comunidade cigana se sente desrespeitada quando alguém diz que tem de cumprir a lei. Eu sou candidato à Presidência da República e na minha perspetiva não cumprem lei", sublinhou.
André Ventura afirmou ainda que quem deveria ser ouvido em tribunal "era José Sócrates, Ricardo Salgado e os ciganos de Valongo, (...) que não cumprem a lei há muitos anos".
À pergunta se pediria desculpa caso fosse obrigado pelo tribunal, André Ventura respondeu que quem deveria fazê-lo era a comunidade cigana, por "estar há 500 anos em Portugal sem cumprir a lei".
"Estamos na Coreia do Norte? Chegamos à Venezuela? O tribunal vai dizer-me para pedir desculpa? Eu sou um democrata. Não abdico da minha liberdade. Ou defendemos a nossa democracia ou deixamos que a nossa democracia morra", disse.
O julgamento continua amanhã, dia 18 de dezembro, com o depoimento de André Ventura. A decisão do tribunal poderá ser feita no mesmo dia.
Tudo começou com a colocação de cartazes para as presidenciais de André Ventura onde estão escritas mensagens que visam comunidades específicas, entre os quais um no qual se lê "Os ciganos têm de cumprir a lei". As localidades escolhidas foram Moita, Montijo e Palmela.
*Notícia atualizada às 12h30
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