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O responsável começou por lamentar as vítimas do acidente de ontem, e sublinhar a “eficiência e a resposta do dispositivo de apoio que permitiu salvar vidas”.

O responsável anunciou que foi desde já aberto um inquérito interno e está a prestar todo o apoio a todas autoridades.

Diz ainda que todos os elevadores foram suspensos e que vão ser inspecionados nos próximos dias.

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Pedro Bogas diz que o contrato de manutenção dos elevadores em vigor foi celebrado no passado dia 20 de agosto e está em vigor desde então. “As inspeções periódicas manteram-se sem qualquer falha”, garante o presidente da Carris.

"As inspeções diárias estão devidamente registadas", referiu ainda.

Pedro Boga respondeu depois a uma questão sobre se considera que as inspeções periódicas foram corretamente efetuadas. "isso será apurado no âmbito do inquérito pelos peritos e pelos técnicos que são as pessoas indicadas e credenciadas para chegar a essas conclusões”, diz.

“Do nosso lado, Carris, avaliámos e parece-nos que foram bem efetuadas”, avança, sublinhando que a empresa tem vindo a “aumentar” o “investimento na manutenção”, tanto nos autocarros como nos elétricos.

Pedro Boga esclarece também que desde 2019 é a empresa MAIN que assegura a manutenção dos ascensores.

“Em 2022 houve um novo concurso público e essa empresa voltou a apresentar a proposta vencedora. Já este ano, em 2025, lançámos um novo concurso. Atualizámos o preço base, subiu de 995 mil euros para 1,2 milhões de euros”, sublinha.

“Mesmo assim não foram apresentadas propostas abaixo do preço base e o concurso ficou deserto”, sublinhou.

Uma vez que os equipamentos não podiam ficar sem manutenção, “celebrámos um ajuste direto com a empresa” com a MAIN pelo prazo de 5 meses, “tempo que necessitamos para lançar novo concurso público”, que será lançado “este mês” (setembro).

Pedro Boga informa que a empresa MAIN presta os serviços de manutenção dos ascensores e do elevador da Carris desde 2019, ou seja, forma celebrados três contratos com a empresa (em 2019, 2022, e o de agosto deste ano) que têm aumentado de valor. Pedro Bogas espera ainda que quando for assinado um novo contrato, após expirar o atual assinado por ajuste direto, será feito um aumento no preço.

Segundo o responsável a empresa tem um total de 38 elétricos clássicos e que não tem havido “nenhuma acidentalidade extraordinária” com os mesmos. Vai haver agora uma inspeção extraordinária aos outros ascensores da cidade.

Segundo Pedro Boga o responsável por esta área na empresa é uma pessoa com “mais de 40 anos de casa” e que há “muitos técnicos nesta área com 30 ou 40 anos de casa” e por isso “eles estão evidentemente perplexos com esta situação”.

“Se fosse algo muito evidente, com certeza que já tínhamos apurado”, sublinha. “É uma situação inimaginável".

Sobre o número de pessoas no veículo, o responsável diz que o número de pessoas presentes no veículo era inferior à capacidade total de 42 pessoas, mas ainda não foi apurado.

Por fim, esclarece que os trabalhadores da MAIN estão credenciados tal como a própria empresa para fazer um trabalho especializado para este tipo de operações, encarregando-se inclusivamente pelo fabrico de peças.

Recorde-se que o Elevador da Glória descarrilou ontem, pelas 18h00, e até ao momento já foram registadas 16 mortes.

38 pessoas estiveram envolvidas no acidente e 21 ficaram feridas.

Quanto à nacionalidade das vítimas transportadas para os hospitais, foram identificados até ao momento quatro cidadãos portugueses, dois alemães, dois espanhóis, um coreano, um cabo-verdiano, um canadiano, um italiano, um francês, um suíço e um marroquino. Falta apurar a nacionalidade de quatro feridos.