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“O senhor primeiro-ministro amanhã [quarta-feira] vai dar naturalmente as explicações que entender ao parlamento. A explicação que o ministro dos Negócios Estrangeiros deu é uma explicação que mostra que a autorização foi uma autorização condicionada”, disse.
José Luís Carneiro, que falava aos jornalistas no Crato, distrito de Portalegre, à margem de uma reunião com militantes para apresentar a sua recandidatura a secretário-geral do PS, recordou que a autorização para uso da Base das Lajes, nos Açores, envolve “três condições”, e que as mesmas são “de reserva” na utilização daquela base.
“É importante que essa informação seja do conhecimento da opinião pública na sua generalidade e, depois, que essas condições sejam monitorizadas por parte de quem tem o dever de monitorizar o dever dessas mesmas condições”, disse.
Questionado pelos jornalistas sobre as acusações do ministro dos Negócios Estrangeiros, ao considerar que o PS está a “politizar” a questão da Base das Lajes, José Luís Carneiro referiu que o governante, dado as funções que desempenha, “devia ter um pouco de nível mais elevado” do ponto de vista institucional.
O líder do PS reiterou que, na quarta-feira, no debate com o primeiro-ministro, não vai deixar de “dar conta” da posição do PS e que entretanto já transmitiu a Luís Montenegro.
“O senhor primeiro-ministro falou, e bem, do ponto de vista institucional comigo e com outros líderes da oposição, informou-me sobre a decisão que iria ser tomada e nós transmitimos-lhe também a nossa posição”, disse.
“Entretanto, há um dever do Governo, que é o de informar a Assembleia da República e de informar os portugueses, porque não compete ao líder da oposição explicitar às portuguesas e aos portugueses o que foi objeto de diálogo com o primeiro-ministro e os termos em que se vai garantir cumprimento do acordo do uso militar da Base das Lajes, porque estamos a falar de uma base militar”, acrescentou.
Para José Luís Carneiro assegurou que, da parte do PS, que dará conta da posição do partido sobre o assunto com serenidade institucional e democrática.
“Do nosso ponto de vista, uma democracia, particularmente em momentos tão exigentes como aqueles que estamos a viver no quadro geopolítico e geoestratégico mundial, tem na Assembleia da República, o coração da democracia e é lá onde o Governo deve explicitar e informar os portugueses”, concluiu.
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