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“Tudo o que se tem vindo a passar contribui também para a fragilidade política da autoridade do primeiro-ministro”, afirmou José Luís Carneiro, que está em viagem por Maputo.

“Sabemos também que há um partido que utiliza, usa e abusa dos efeitos, digamos, pirotécnicos, para criar factos e para desestabilizar as instituições políticas e democráticas. Mas se é verdade isso, nós não podemos dar-lhe razões para que isso possa acontecer. E, portanto, o primeiro-ministro tem uma responsabilidade que é só dele, só ele a pode exercer”, acrescentou o secretário-geral do PS.

Por isso, insistiu, "não pode o primeiro-ministro também ficar ele próprio fragilizado na sua autoridade política” neste processo, mesmo depois das garantias dadas esta terça-feira pelo MAI.

“Tudo o que se tem vindo a passar contribui também para a fragilidade política da autoridade do primeiro-ministro, porque o que está aqui em causa é um arrastar de uma situação que quanto mais tempo demorar, e por isso o senhor Presidente da República pediu celeridade às entidades que estão a fazer os seus inquéritos e a averiguar os factos, por forma a que este processo não conduza, portanto, à degradação da confiança dos cidadãos nas instituições democráticas”, afirmou ainda.

Para José Luís Carneiro, o caso “está a degradar a autoridade política do Estado”, garantindo que sobre isso “nenhum português tem dúvidas”, deixando a responsabilidade em Luís Montenegro.

“Eu, no dia 29 de julho, transmiti o meu parecer ao senhor primeiro-ministro, Dr. Luís Montenegro. A responsabilidade pelo que se passou, pelo que se terá passado e pelo que se poderá vir a passar no futuro é, naturalmente, uma responsabilidade que deve ser colocada ao primeiro-ministro. E só ele é que deve avaliar e só ele é que pode avaliar, porque é ele que forma o seu Governo, se o ministro tem ou não tem condições para o exercício das funções”, concluiu.

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