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A medida foi determinada pelo capitão do porto de Lisboa, Nuno Mota Moreira, e surge na sequência de uma série de ocorrências que evidenciam os riscos associados àquele troço da praia. O caso mais recente aconteceu na quinta-feira, quando um rapaz de 24 anos, de nacionalidade angolana, morreu afogado enquanto se encontrava a banhos.

De acordo com o edital emitido pelas autoridades marítimas, a interdição permanecerá em vigor até que seja realizada uma reposição artificial de areias. Esta intervenção pretende alterar as condições morfológicas da praia, consideradas um dos fatores que contribuem para a perigosidade da zona junto ao molhe.

As autoridades alertam que a área interditada não pode ser utilizada para banhos e que o desrespeito pela medida constitui uma infração. As coimas variam entre 30 e 100 euros para pessoas singulares, podendo chegar aos 300 euros no caso de pessoas coletivas.

A decisão reflete a preocupação crescente das autoridades com a segurança na praia do Dragão Vermelho, especialmente numa zona próxima de estruturas costeiras como os molhes, onde podem formar-se correntes fortes e outras condições perigosas para os banhistas.

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