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De acordo com a Globo, a farmacêutica brasileira ainda não informou quando a nova caneta, aprovada a 17 de agosto, vai chegar às farmácias nem quanto custará. A EMS vai levar o genérico para o mercado, depois de ter criado uma versão sintética da semaglutida usada na caneta Ozivy.

De acordo com a revista brasileira Veja, há três grupos de semaglutida: biológico, sintético e genérico.

Os medicamentos do grupo biológico são fabricados a partir de organismos vivos, como células desenvolvidas em laboratório para funcionarem como uma espécie de “fábricas” de moléculas, segundo indica a Novo Nordisk. É neste grupo que se inserem o Ozempic, usado para tratar a diabetes, e o Wegovy, recomendado para combater a obesidade, ambos produzidos pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.

O grupo dos sintéticos inclui medicamentos produzidos a partir de reações químicas em laboratório, sem recorrer a organismos vivos. É o caso, por exemplo, da caneta Ozivy.

Já os medicamentos genéricos têm a mesma substância ativa, na mesma dose e forma farmacêutica que um medicamento de referência, mas as moléculas usadas são de origem sintética.

Das canetas aos comprimidos orais

A popularidade dos medicamentos à base semaglutida tem crescido um pouco por todo o mundo. Nos Estados Unidos da América (EUA), por exemplo, os medicamentos à base de semaglutida estão a ter impactos nas taxas de obesidade. Tal como o 24notícias divulgou, o uso destes medicamentos quadruplicou nos últimos anos, fazendo diminuir a taxa de obesidade no país depois de anos de aumentos consecutivos.

O aumento do uso destes medicamentos provocou a expansão do mercado e intensificou a corrida das farmacêuticas para desenvolver novas versões destes medicamentos. Se antes, a semaglutida só existia em injeções semanais, agora são cada vez mais os países a aprovar a versão diária em comprimido.

De acordo com a plataforma norte-americana Peoples Pharmacy, a escolha entre uma injeção e um comprimido é, muitas vezes, determinada pela cultura do paciente.

Um estudo realizado em 21 países revelou que 98% dos entrevistados, que se identificaram como europeus e cerca de 78% do grupo cultural de língua inglesa, que incluía britânicos e norte-americanos, revelaram preferir tomar comprimidos orais.

Já no sul da Ásia, perto de 35% prefere injeções e, na América Latina, este número desce para 25%.

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