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A Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL) alerta que muitos dos diagnósticos dos cancros de sangue são feitos em fases tardias por causa dos sintomas que são confundidos com situações banais do quotidiano, como stress ou infeções ligeiras, revela o comunicado enviado às redações. Segundo a APLL, há dez sinais de alerta que não devem ser ignorados.
Entre esses estão a fadiga persistente, a febre inexplicada, os suores noturnos intensos, a perda de peso não intencional e o aumento de gânglios linfáticos no pescoço, axilas ou virilhas. Também pode surgir inchaço abdominal, pelo aumento do baço ou fígado, infeções frequentes ou graves, hematomas ou hemorragias fáceis, anemia , que se manifesta em tonturas, palpitações e palidez, bem como dores ósseas ou articulares persistentes.
Muitos destes sinais são desvalorizados. Dores nas costas e dificuldades de concentração, por exemplo, costumam ser atribuídas a cansaço ou ao ritmo acelerado de vida. Contudo, quando surgem de forma persistente ou associadas a outros sintomas, podem indicar a presença de um mieloma múltiplo. Já a perda de peso ou os suores noturnos são, muitas vezes, vistos como alterações hormonais ou períodos de maior agitação, mas podem sinalizar um linfoma. O mesmo acontece com dores de garganta recorrentes ou o aparecimento de nódoas negras sem causa aparente, que podem estar ligados a uma leucemia.
Dados recentes do Global Patient Survey 2024, da Lymphoma Coalition, reforçam a importância de não ignorar estes sinais: antes do diagnóstico, 40% dos doentes reportam gânglios aumentados, 36% fadiga persistente e 27% suores noturnos. Estes números demonstram que, muitas vezes, os sintomas estão lá, mas não são valorizados, revela a nota de imprensa.
"Cuidar da saúde passa também por estar atento a sinais que se prolongam no tempo e não se deve adiar uma consulta médica perante sintomas persistentes”, avisa Isabel Barbosa, presidente da Direção da APLL. Acrescenta que o "diagnóstico precoce continua a ser a melhor forma de aumentar as hipóteses de sucesso no tratamento e de preservar a qualidade de vida”.
Em Portugal, segundo os dados citados no comunicado enviado às redações, em 2020 foram diagnosticados no país cerca de 60 mil novos casos de cancro, dos quais aproximadamente 4.700 correspondiam a cancros do sangue ou do sistema linfático.
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