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O leão Blondie foi abatido por um praticante de caça desportiva em junho, perto do Parque Nacional Hwange, no Zimbabué. O animal estava envolvido num projeto de investigação da Universidade de Oxford, segundo a CNN World. 

O animal tinha um colar de investigação patrocinado pela Africa Geographic, uma empresa de safari. De acordo com a BBC, o leão que se “acreditava ter cinco anos” era um macho dominante no bando. A morte ocorreu depois de ter sido atraído, com o uso de um isco, para uma zona de caça. 

O ato levou a condenações por diferentes grupos de proteção da vida selvagem que recordaram o caso de Cecil, outro leão morto em 2015, pela mesma prática. 

Apesar das reivindicações de quem é contra a prática, um funcionário do Parque Nacional do Zimbabué disse à The Associated Press que a caça é legal e o caçador tinha as licenças necessárias. 

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O Zimbabué permite a caça a 100 leões por ano, de acordo com a NBC, com uma idade superior a 6 anos. Os caçadores desportivos pagam para matar um leão e tirar a cabeça ou pele como troféu. 

O CEO da Africa Geographic, Simon Espley, diz que a morte do Blondie foi uma “afronta à ética” dos caçadores desportivos que afirmam apenas caçar leões idosos e que não se reproduzem. 

A caça aos leões cria divisões até mesmo entre os conservadores. Uns dizem que se for bem gerido, o dinheiro pode ser investido na conservação. Outros querem que a caça de animais selvagens por desporto seja proibida. 

Em África alguns países como o Quénia baniram, outros como o Zimbabue e a África do Sul ainda permitem. 

Tinashe Farawo, o porta-voz da agência de parque do Zimbabué, disse à CNN, que o dinheiro da caça é crucial para suportar os esforços de conservação financiados da nação da África Austral. Defendeu a caça e disse que geralmente ocorre à noite, o que significa que a coleira de Blondie pode não ter sido visível. Acrescenta que não sabia que o leão tinha sido atraído para fora da zona protegida mas que “não há nada de ilegal ou antiético” porque é como se caça. Diz ainda que o colar do animal não o torna imune à caça. 

A agência do parque nacional do Zimbabue conta à CNN que o país faz quase 20 milhões de euros em caça desportiva, com um caçador a gastar quase 90 mil euros por uma caça . 

O Zimbabue é casa de quase dois mil leões selvagens. Pela Africa, segundo a CNN, há 20 mil leões, mas os números têm vindo a decrescer devido à perda de habitat e aos conflitos humanos.  Os leões, uma das espécies mais emblemática de Africa, estão listados como vulneráveis pela International Union for Conservation of Nature.