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Um grupo de jovens denuncia ter sido alvo de uma alegada burla na compra de bilhetes VIP para um concerto, depois de descobrir, já no recinto do espetáculo, que os ingressos adquiridos eram falsos.

Segundo o testemunho partilhado nas redes sociais, os compradores acreditaram estar perante uma venda legítima, uma vez que o alegado vendedor apresentava perfis ativos nas redes sociais, contatos ligados ao setor dos eventos e forneceu bilhetes em formato PDF com códigos QR e imagem gráfica semelhante à utilizada pela plataforma MEO Blueticket.

“Rapidamente efetuámos o pagamento, no valor de 125 euros via MB WAY, em troca dos bilhetes”, relatam as vítimas numa publicação online.

No entanto, no dia do concerto, um dos jovens dirigiu-se ao local onde deveria trocar o bilhete por uma pulseira VIP e foi informado de que o ingresso era falso. “Foi então informado que os bilhetes eram falsos, assim como os nossos”, acrescentam.

As vítimas afirmam ainda que, após o incidente, os perfis de redes sociais associados ao alegado vendedor foram desativados.

Ao 24notícias, outras duas pessoas afirmam também ter sido burladas pela mesma pessoa, num valor total de 250 euros.

Segundo relatos citados pela SIC Notícias, o número de vítimas poderá já ultrapassar as 30 pessoas e os prejuízos associados ao esquema serão superiores a 15 mil euros.

“Partilhamos este post com o objetivo de expor a situação, encontrar o responsável e ver algum tipo de justiça ser feita”, escreveram os lesados.

As vítimas garantem que a queixa está já a ser formalizada junto das autoridades competentes e apelam ao contacto de outras pessoas que possam ter sido afetadas pelo alegado esquema.

Entretanto, a ASAE anunciou, em comunicado, ter realizado através da Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal (UNIIC) uma operação de prevenção criminal direcionada ao combate do crime de especulação na venda de bilhetes para os concertos de Bad Bunny, em Lisboa.

Segundo a ASAE, a operação incidiu sobre anúncios publicados em plataformas digitais e redes sociais, onde foram identificados bilhetes colocados à venda “com valores muito acima do seu valor facial”, com margens especulativas entre 120 e 410 euros por bilhete.

“Como resultado da ação foram registados seis processos-crime e apreendidos 14 bilhetes pela prática do crime de especulação na venda de bilhetes”, refere ainda a autoridade em comunicado.

A ASAE adianta também que foram detidos seis indivíduos, sujeitos à medida de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR), tendo posteriormente ficado abrangidos por suspensão provisória dos processos, mediante o pagamento de quantias entre 400 e 1000 euros ou a realização de trabalho comunitário.

A autoridade deixa ainda um alerta aos consumidores para que não adquiram bilhetes acima do preço oficial, recordando que “a venda especulativa constitui um crime punível com pena de prisão de seis meses a três anos e multa não inferior a 100 dias”.

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