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A libertação ocorreu após dois dias de negociações entre o regime de Alexander Lukashenko e um enviado do presidente norte-americano Donald Trump, inserindo-se numa tentativa mais ampla de reaproximação ao Ocidente. Washington vê este processo como uma forma de afastar Minsk da esfera de influência da Rússia, embora a oposição bielorrussa manifeste reservas quanto a essa estratégia.
Entre os libertados estão também Viktar Babaryka, que tentou candidatar-se contra Lukashenko nas eleições de 2020, e outros destacados ativistas e defensores dos direitos humanos. Muitos dos ex-detidos apresentam problemas de saúde, alegadamente devido a maus-tratos durante a detenção.
Familiares reuniram-se junto à embaixada dos EUA em Vilnius, sendo esperado que alguns dos libertados sejam transferidos para fora da Bielorrússia. As autoridades ucranianas confirmaram que 114 civis foram levados para a Ucrânia.
Segundo o The Guardian, o enviado norte-americano John Coale confirmou que o levantamento das sanções ao potássio foi feito por instruções diretas de Trump. As sanções dos EUA e da UE tinham sido impostas após a repressão violenta aos protestos de 2020 e reforçadas em 2022, quando a Bielorrússia permitiu que a Rússia utilizasse o seu território para invadir a Ucrânia.
A oposição bielorrussa agradeceu o papel dos EUA e defendeu que esta libertação prova a eficácia das sanções, apelando para que as sanções da União Europeia se mantenham. Segundo a organização de direitos humanos Viasna, ainda existem 1.227 prisioneiros políticos detidos no país.
Lukashenko continua a negar a existência de presos políticos. Entretanto, John Coale afirmou que o líder bielorrusso poderá ter um papel útil como interlocutor junto de Vladimir Putin, no contexto dos esforços de mediação dos EUA para pôr fim à guerra na Ucrânia.
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