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O Bahrein afirmou ter sido alvo de um ataque com drones lançado pelo Irão durante este sábado, numa ação que, segundo o The Guardian, aparenta ser uma resposta aos bombardeamentos realizados pelos Estados Unidos contra território iraniano durante a noite anterior.
De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, foi lançado um "número de drones" contra o país, embora não existam, para já, relatos de danos materiais ou de vítimas. As autoridades classificaram o ataque como uma "ameaça flagrante à segurança dos cidadãos e residentes".
Também um navio petroleiro foi atacado no estreito de Ormuz, sem que tenham sido registados danos ou feridos. A autoria da ação não foi reivindicada, mas as suspeitas recaem sobre o Irão.
Horas antes, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão anunciou ter atingido vários locais pertencentes ao que designou como o "exército terrorista dos Estados Unidos na região", sem especificar a localização dos alvos. O Bahrein acolhe a Quinta Frota da Marinha norte-americana.
Os acontecimentos surgem depois de os militares norte-americanos terem comunicado que atacaram, durante a madrugada, posições iranianas de mísseis, drones e radares costeiros. Washington justificou a operação como resposta a um anterior ataque iraniano com drones contra uma embarcação no estreito de Ormuz.
Esta troca de ataques representa o primeiro episódio de violência entre os Estados Unidos e o Irão desde a assinatura, na semana passada, de um memorando de entendimento entre os dois países. O acordo prolongou um cessar-fogo considerado frágil e estabeleceu um prazo de 60 dias para negociações destinadas a alcançar uma paz duradoura.
Apesar disso, continuam a existir divergências significativas entre Washington e Teerão, sendo o futuro do estreito de Ormuz um dos principais pontos de discórdia. O Presidente norte-americano, Donald Trump, pretende restabelecer plenamente a atividade na via marítima, numa altura em que os preços da energia permanecem elevados e as eleições intercalares nos Estados Unidos se aproximam.
Durante a guerra, o estreito esteve, na prática, encerrado pelo Irão. O seu estatuto continua agora a ser discutido entre Teerão, Omã e outros mediadores da região, que procuram definir um enquadramento para o período pós-conflito.
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