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Os concertos de Bad Bunny tiveram um impacto económico mais expressivo nos negócios de Lisboa do que os espetáculos de Rosalía, de acordo com uma análise divulgada pela UNICRE. Nos dias 26 e 27 de maio, quando o artista porto-riquenho atuou na capital, a faturação dos estabelecimentos aumentou 8,01% face ao mesmo período de 2025, acompanhada por uma subida de 12,03% no número de transações.

Apesar do crescimento da atividade comercial, o ticket médio registou uma descida de 3,59%, fixando-se nos 30,18 euros.

Já nos dias 8 e 9 de abril, durante os concertos de Rosalía, a faturação dos negócios em Lisboa recuou 0,79% em comparação com o período homólogo do ano anterior. Ainda assim, o número de transações aumentou 1,31%, enquanto o valor médio por compra caiu 2,07%, para 30,40 euros.

Segundo a UNICRE, as diferenças entre os dois períodos podem ser explicadas pelo comportamento dos consumidores nacionais e estrangeiros. Em maio, o crescimento da faturação foi impulsionado sobretudo pelos consumidores nacionais, que registaram um aumento de 11,17%, enquanto a faturação dos consumidores estrangeiros subiu 3,76%. No total, os consumidores nacionais representaram 59,07% da faturação registada.

Em abril, a faturação dos cartões estrangeiros cresceu 7,31%, mas a descida de 5,18% nos cartões nacionais acabou por conduzir ao recuo global da faturação. Ainda assim, o mercado nacional manteve o maior peso na faturação total, com 61,98%.

A análise mostra também que os consumidores estrangeiros continuam a gastar mais por transação do que os nacionais. Durante os concertos de Rosalía, o ticket médio dos cartões estrangeiros foi de 41,90 euros, face aos 26,01 euros dos cartões nacionais. Nos espetáculos de Bad Bunny, os valores médios foram de 42,25 euros e 25,20 euros, respetivamente.

No consumo internacional, os Estados Unidos e a Irlanda lideraram a faturação estrangeira nos dois períodos analisados. Durante os concertos de Rosalía, os Estados Unidos representaram 15,47% da faturação estrangeira, seguidos da Irlanda, com 14,95%, e do Reino Unido, com 10,25%.

Nos espetáculos de Bad Bunny, o peso dos consumidores norte-americanos aumentou para 24,33% da faturação estrangeira, seguindo-se a Irlanda, com 17,07%, e o Brasil, com 9,55%. Porto Rico destacou-se pelo crescimento de 975,52% na faturação, apesar de não integrar o grupo dos três principais mercados.

Por setores, o impacto dos concertos fez-se sentir sobretudo no retalho alimentar tradicional, nas perfumarias e na restauração. Nos dias dos espetáculos de Rosalía, as perfumarias registaram um aumento de 39,23% da faturação, o retalho alimentar tradicional cresceu 24,03% e a restauração 1,52%.

Durante os concertos de Bad Bunny, as perfumarias aumentaram a faturação em 29,99%, o retalho alimentar tradicional em 18,82% e a restauração em 9,58%.

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