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Segundo Hélder Pedro, secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), disse ao Negócios existem atualmente cerca de 87 mil veículos em Portugal com “recalls” por cumprir. De acordo com o ACP a maioria desses casos prende-se com segurança, como os airbags defeituosos da Takata.
Assim, a partir de 1 de março de 2026, todos os automóveis em Portugal com ações de recall pendentes vão reprovar na inspeção periódica obrigatória (IPO). Até agora, apenas defeitos graves ou muito graves levavam à reprovação; a inclusão de recalls expande esta regra.
Um “recall” corresponde a uma notificação emitida pelo fabricante quando é detetada uma falha técnica num determinado modelo, cabendo ao proprietário levar a viatura à oficina para que a correção seja efetuada, normalmente sem custos. Apesar de os avisos serem públicos e de os proprietários receberem cartas registadas, a informação nem sempre chega ao atual dono do carro, sobretudo em casos de veículos usados.
Com a nova regra, qualquer viatura sinalizada com um “recall” pendente será automaticamente reprovada na inspeção. A irregularidade poderá ser classificada como deficiência do tipo 2 (grave) ou tipo 3 (muito grave), o que impede a aprovação até que a situação seja resolvida.
O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) alerta que veículos com recall não corrigido terão esta situação registada na ficha de inspeção e não passarão no teste. Os tipos de recall que passam a ser controlados incluem falhas nas emissões, condições de circulação em segurança e problemas graves de segurança.
Para ajudar os proprietários, a ACAP e o IMT, com apoio da Direção-Geral do Consumidor, criaram a plataforma gratuita RECALL, onde é possível verificar se o veículo está abrangido. Se estiver, deve contactar o concessionário oficial, que realizará a reparação sem custos.
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