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A esquerda garantiu a vitória nas principais cidades francesas, como Paris, Lyon e Marselha, na segunda volta das eleições municipais, mas os resultados revelam um fracasso das alianças com a esquerda radical, em particular com o movimento França Insubmissa (LFI).
Em Paris, Emmanuel Grégoire destacou-se nas primeiras projeções, ficando à frente de Rachida Dati, apesar da divisão à esquerda causada pela candidatura da LFI. Também em Lyon e Marselha, a esquerda manteve o controlo das autarquias, com a reeleição de Grégory Doucet e Benoît Payan, respetivamente.
Contudo, as alianças com a LFI revelaram-se ineficazes em várias cidades. Em Toulouse, o presidente cessante Jean-Luc Moudenc foi reeleito, enquanto em Limoges o candidato conservador Guillaume Guérin saiu vencedor. Também em Clermont-Ferrand, tradicional bastião socialista, a direita conquistou a autarquia, com Julien Bony a derrotar uma lista de esquerda unida.
Em Estrasburgo, a ecologista Jeanne Barseghian perdeu a presidência da câmara para a socialista Catherine Trautmann, enquanto em Poitiers e Besançon, candidaturas apoiadas pela esquerda radical foram derrotadas por candidatos centristas e conservadores.
Entre as exceções ao insucesso das alianças à esquerda está Nantes, onde Johanna Rolland conseguiu a reeleição, e Lyon, onde o acordo entre ecologistas e LFI permitiu manter a câmara.
À direita, os resultados foram globalmente positivos, beneficiando da fragmentação da esquerda em várias localidades. Já a extrema-direita teve um desempenho misto: falhou conquistas importantes em Toulon e Nîmes, mas venceu em cidades médias e alcançou um marco histórico ao conquistar pela primeira vez uma autarquia na Alsácia, em Wittelsheim.
Por outro lado, a LFI conseguiu vitórias pontuais, como em Roubaix, onde o deputado David Guiraud foi eleito presidente da câmara.
Os resultados destas eleições municipais têm já impacto no cenário político nacional, com Édouard Philippe a sair reforçado após a reeleição em Le Havre, posicionando-se como um dos principais candidatos às próximas eleições presidenciais.
Segundo o jornal francês "Le Monde", A participação eleitoral manteve-se relativamente baixa, situando-se em cerca de 57%, ainda assim esteve acima dos níveis registados em 2020, marcados pela pandemia de Covid-19.
Estas eleições eram vistas como um primeiro teste antes das presidenciais de 2027, em que a extrema-direita parte como favorita.
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