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Na comissão parlamentar de Inclusão, Segurança Social e Migrações, a ministra Elma Saiz, também porta-voz do Governo espanhol, classificou como "extraordinária" a resposta do executivo, "do ponto de vista da legalidade e da humanidade", à entrada ilegal na cidade autónoma espanhola de Ceuta de mais de 72 mil migrantes procedentes de Marrocos num período de 24 horas, no final de julho, uma situação de uma "dimensão excecional".

Elma Saiz explicou também o aumento de 116% da capacidade do Centro de Detenção Temporária de Imigrantes na cidade autónoma: de 512 lugares para 1105, com a preparação de espaços separados para mulheres com crianças e uma área específica para famílias, argumentando que "a prioridade é a proteção dos mais vulneráveis".

A porta-voz governamental destacou a distribuição de alimentos e água para satisfazer as mais básicas necessidades dos migrantes, desde a sua chegada a Ceuta, nos dias 30 e 31 de julho, sublinhando: "Cada porção de alimentos, cada garrafa de água resultou em benefício para os residentes, porque o que aconteceria se aqueles que têm fome e sede não tivessem acesso a tais recursos?".

Entre os números fornecidos pela ministra, estão os 93.650 kits alimentares distribuídos até 27 de agosto na praia de Trampolín e noutros locais da cidade autónoma espanhola situada no norte de África, além de 1396 kits de higiene feminina e 2150 kits de higiene masculina.

Elogiou ainda, em especial, a assistência social e de saúde prestada pela Cruz Vermelha, com 6687 atendimentos e 256 transportes para hospitais e centros de saúde.

Tudo isto demonstra, segundo a ministra, que "o Governo espanhol respondeu a esta crise com firmeza, responsabilidade e humanidade".

Saiz fez questão de sublinhar que "o Governo já estava em Ceuta" quando ocorreu o grande afluxo de migrantes, nos dias 30 e 31 de julho, após o qual se procedeu a reforços, com uma "presença permanente" de técnicos do seu ministério e dela própria.

Madrid facilitou ainda a transferência de mais de 1800 pessoas que dormiam na praia de Trampolín para centros que, segundo a ministra, "não são depósitos de pessoas, mas sim instalações de acolhimento temporário".

Neste ponto, Saiz apelou para a colaboração entre todos os níveis de Governo e afiançou que o executivo continua a trabalhar para satisfazer todas as necessidades da cidade autónoma e para encontrar novas locais de acolhimento que não perturbem o quotidiano dos cerca de 83 mil habitantes de Ceuta.

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