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A agência de notícias oficial libanesa (ANI) relatou "uma série de ataques intensos (...) pouco menos de uma hora após o aviso" israelita. Em Habboush, um fotógrafo da agência France-Presse (AFP) viu nuvens de fumo a subir na sequência dos bombardeamentos. Outro ataque à aldeia de Zrariyé, na região de Saïda, causou ainda quatro mortos e quatro feridos, entre os quais uma criança e uma mulher, precisou o ministério à noite.
A ANI tinha anteriormente relatado outros ataques aéreos e disparos de artilharia contra outras localidades do Sul, incluindo um contra a cidade costeira de Tiro, apesar do cessar-fogo entre o Hezbollah pró-iraniano e Israel, em vigor desde 17 de abril.
Na quinta-feira, 17 pessoas foram mortas em ataques no Sul, onde as forças israelitas estabeleceram uma zona de dez quilómetros a partir da fronteira, de acesso proibido à Imprensa e à população, onde realizam operações de demolição. Foram relatadas destruições em Shamaa, mas também em Yaroun, onde um mosteiro, uma escola privada, casas, comércios e estradas foram demolidos, segundo a agência ANI.
Israel afirma querer proteger a sua região Norte do Hezbollah, que continua a reivindicar ataques contra posições israelitas no Líbano e, mais raramente, contra o território israelita.
Nos termos do acordo de cessar-fogo, Israel reserva-se "o direito de tomar, a qualquer momento, todas as medidas necessárias em legítima defesa contra ataques planeados, iminentes ou em curso", uma cláusula que o Hezbollah contesta.
O Exército israelita anunciou na quinta-feira a morte "em combate" de um dos seus soldados no Sul do Líbano, a quarta desde a entrada em vigor do cessar-fogo.
O Ministério da Saúde libanês reviu o seu balanço na sexta-feira, indicando que mais de 2.600 pessoas foram mortas desde o reinício das hostilidades entre o Hezbollah e Israel, em 2 de março, num contexto de guerra no Médio Oriente. Segundo esta fonte, 103 socorristas fazem parte das vítimas mortais.
"Que uma pessoa que tenta salvar vidas, aliviar o sofrimento humano, possa ser alvo de ataques (...) é algo que considero absolutamente inaceitável", afirmou aos jornalistas, perto de Beirute, o secretário-geral adjunto da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Xavier Castellanos.
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