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O ataque ocorreu poucas horas depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter alertado para a preparação de uma ofensiva “massiva” por parte de Moscovo. A força aérea da Ucrânia indicou que a Rússia lançou 74 mísseis e 496 drones durante a noite, sobretudo direcionados a Kiev. Apesar de as defesas antiaéreas terem intercetado a maioria, 25 mísseis balísticos e 12 drones atingiram 33 locais na cidade.

Explosões provocaram crateras junto a edifícios residenciais e desencadearam múltiplos incêndios, incluindo num hotel situado numa das principais avenidas do centro. Carros e infraestruturas ficaram destruídos, tendo sido também atingida uma estação de ambulâncias, o que deixou pelo menos uma pessoa em estado crítico. Os serviços de emergência indicaram que mais de 30 pessoas ficaram feridas e que 34 foram resgatadas, com operações de busca ainda em curso, nomeadamente em prédios de habitação no sudeste da cidade.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia apelou aos parceiros internacionais para o envio urgente de mais sistemas de defesa aérea e para o reforço das sanções contra Moscovo, sublinhando que “não bastam palavras de condenação”.

A Rússia, por seu lado, afirmou que os ataques tiveram como alvo infraestruturas energéticas e militares, em resposta a recentes ofensivas ucranianas contra instalações russas. O ataque marca a primeira ofensiva russa desta dimensão em mais de duas semanas e surge num contexto de estagnação no terreno, mais de quatro anos após o início da invasão em larga escala ordenada por Vladimir Putin, em fevereiro de 2022.

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