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As autoridades ucranianas estão a investigar um ataque armado ocorrido este sábado em Kiev que provocou seis mortos, admitindo a possibilidade do incidente ter sido coordenado a partir de Moscovo.

O suspeito, um homem de 58 anos, abriu fogo indiscriminadamente sobre transeuntes no distrito de Holosiivskyi antes de se barricar num supermercado, onde fez reféns. A polícia isolou a área e iniciou negociações, mas o atirador recusou render-se. O impasse prolongou-se durante cerca de 40 minutos, terminando com a morte do agressor às mãos das forças de segurança.

Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o ataque foi “trágico” e as autoridades estão ainda a tentar apurar a motivação. Entre os 14 feridos encontra-se um rapaz de 12 anos. O chefe de Estado confirmou também que uma das vítimas foi morta enquanto estava refém e que outra acabou por morrer no hospital devido à gravidade dos ferimentos.

“Fez reféns e, infelizmente, matou um deles. Abateu mais quatro pessoas na rua, e uma mulher morreu no hospital após ter sido gravemente ferida”, afirmou Zelensky, deixando condolências às famílias das vítimas.

Os meios de comunicação locais, como o Ukrainska Pravda, identificaram o suspeito como Dmytro Vasylchenkov, cidadão ucraniano nascido em Moscovo. O homem tinha vivido anteriormente na cidade russa de Riazan e morava há vários anos em Bakhmut, na região oriental de Donetsk. De acordo com o presidente ucraniano, possuía antecedentes criminais.

Segundo o The Guardian, informações provenientes de uma base de dados russa indicam que o suspeito manteve várias contas bancárias na Rússia até, pelo menos, 2021, além de um número de telefone russo. Terá também viajado várias vezes para aquele país em 2016.

Relatos apontam ainda que o homicída partilhava conteúdos anti-ucranianos e antissemitas nas redes sociais, negando o direito da Ucrânia a existir enquanto país. Terá também manifestado apoio a ideias extremistas, incluindo referências a métodos de Adolf Hitler, e lamentado que a tomada de Bakhmut pelas forças russas, em 2023, não tivesse acontecido mais cedo.

Apesar destes indícios, não é ainda claro se o homem manteve contacto direto com autoridades russas. Nos últimos dois anos, membros do Kremlin terão recrutado mais de 800 cidadãos ucranianos, muitos deles adolescentes, para realizar ataques contra infraestruturas e centros de recrutamento militar, com o objetivo de gerar instabilidade e medo.

O ministro do Interior, Ihor Klymenko, recusou avançar com uma explicação para o ataque, sublinhando que a investigação está em curso. “Os investigadores estão a trabalhar no caso e a apurar os factos”, afirmou.

O procurador-geral, Ruslan Kravchenko indicou que o incidente está a ser tratado como um ato terrorista.

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