Operação militar conjunta:

Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado uma ofensiva coordenada contra o Irão, visando líderes do regime, incluindo o Ayatollah Ali Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian. Explosões abalaram Teerão e imagens de satélite mostram danos extensos no complexo de Khamenei.

Estado dos líderes iranianos:

Inicialmente, fontes iranianas afirmaram que Khamenei e Pezeshkian estavam “seguros e sãos”, mas depressa se confirmou a sua morte.

Retaliação iraniana:

O Irão lançou mísseis contra bases norte-americanas e israelitas em países do Golfo, incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar e Kuwait. Um civis foi morto em Abu Dhabi devido a estilhaços de mísseis, e dezenas ficaram feridos.

Também houve impactos e feridos no território israelita apesar dos sistemas de defesa antimísseis.

Vítimas em território iraniano:

Um ataque a uma escola de raparigas no sul do país provocou quase 150 mortos e é o evento mais mortífero até ao momento.

No total, há mais de 200 mortos e 700 pessoas ficaram feridas após os bombardeamentos.

Declarações de Trump:

O presidente norte-americano descreveu a operação como “massiva e em curso” e apelou ao povo iraniano para “tomar o controlo do vosso governo”, prometendo destruir a infraestrutura de mísseis do Irão.

Hoje, Donald Trump afirmou que a nova liderança iraniana quer negociar com ele e que aceitou dialogar, segundo entrevista à revista The Atlantic.

O presidente referiu que muitas das figuras envolvidas em negociações anteriores já não estão vivas, descrevendo a situação como “um grande golpe”. Segundo Trumo, 48 líderes iranianos foram eliminados em ataques conjuntos, com as operações a avançar “rápido” e “à frente do cronograma”.

Declarações de Netanyahu:

O primeiro-ministro israelita afirmou que a ofensiva poderia criar condições para que o povo iraniano “assuma o seu destino nas próprias mãos” e apelou à população para se mobilizar contra o regime.

Posição do Irão:

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, classificou os ataques como “uma guerra de escolha dos Estados Unidos” e considerou a mudança de regime proposta por Trump uma “missão impossível”. Araghchi sublinhou que os ataques iranianos visam apenas bases estrangeiras na região, como medida defensiva.

Repercussões regionais e internacionais:

A violência espalhou-se rapidamente por vários países do Médio Oriente (Bahrain, Kuwait, Jordânia e Emirados).

Milhares de voos foram cancelados ou desviados devido ao conflito e ao encerramento de espaços aéreos.

Aliados ocidentais condenaram os ataques iranianos e reforçaram a necessidade de contenção, enquanto países europeus expressaram preocupação com a escalada do conflito.

O que diz Portugal: 

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, apelou publicamente à máxima contenção de todas as partes envolvidas no conflito, sublinhando a importância de evitar uma escalada que possa pôr em risco a paz e a segurança internacional.

Portugal tem apelado — tanto a nível nacional como no quadro mais alargado da União Europeia — à negociação e ao diálogo diplomático como única forma sustentável de alcançar soluções. Como membro da UE, Portugal participou numa declaração conjunta dos 27 Estados-Membros que exige “máxima contenção” e a observância do direito internacional, reforçando que a protecção dos civis e a legalidade internacional devem presidir à resposta à crise.

O Governo português emitiu ainda orientações a cidadãos portugueses no Irão e na região, desaconselhando viagens ao Médio Oriente dadas as hostilidades em curso e aconselhando precauções adicionais, como permanecer em locais seguros e evitar deslocações desnecessárias.

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