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Em declarações à TSF, o diretor-geral da AGEFE, Daniel Ribeiro, afirmou que "o caos está instalado nos portos de mercadorias", sublinhando que muitas empresas do sector enfrentam dificuldades graves devido à retenção prolongada de cargas. Segundo o responsável, a situação já levou ao desvio de mercadorias para portos espanhóis, numa tentativa de mitigar perdas e garantir o escoamento dos produtos.
De acordo com a associação, os atrasos acumulados estão a ter um impacto financeiro crescente, com custos adicionais de armazenagem, ruturas nas cadeias logísticas e penalizações contratuais. "Os constrangimentos com as mercadorias estão a provocar perdas financeiras que se contam em vários milhões de euros", afirmou Daniel Ribeiro, alertando que os efeitos negativos se agravam à medida que os dias passam.
A AGEFE critica ainda a forma como o novo sistema foi implementado, apontando a ausência de um período de adaptação para as empresas. "Não houve qualquer fase de transição que permitisse às empresas ajustarem-se ao novo programa", lamentou o diretor-geral, defendendo que a mudança foi feita sem assegurar as condições mínimas de operacionalidade logística.
Perante o cenário, a associação solicitou a intervenção urgente do Governo e pediu ao Ministério das Finanças a suspensão imediata do Sistema Integrado de Tratamento Eletrónico das Mercadorias (SiMTeM). No entanto, segundo a AGEFE, até ao momento não houve qualquer resposta oficial por parte do Executivo.
Daniel Ribeiro alertou que, sem medidas rápidas, o impacto económico poderá agravar-se, com consequências para a competitividade das empresas e para o comércio externo nacional. "Os problemas mantêm-se e continuam a agravar-se, sem que haja soluções no terreno", concluiu, defendendo uma intervenção imediata que permita desbloquear as mercadorias retidas e repor a normalidade nos portos portugueses.
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