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Foi uma terça-feira de combate às chamas, com o Norte e o Centro do país sob risco máximo de incêndio. Às 16h, 1497 bombeiros e 483 meios terrestres estavam mobilizados para combater os fogos, numa altura em que havia 62 incêndios ativos em Portugal continental.

Torre de Moncorvo concentrava a maior operação. O incêndio mobilizava 455 operacionais, 144 meios terrestres e quatro meios aéreos. Em Rebordões, no concelho de Santo Tirso, as chamas que começaram na tarde de segunda-feira já tinham consumido 900 hectares e mantinham três frentes ativas. O comandante dos Bombeiros Voluntários Tirsenses, Vítor Pinto, descreveu uma situação que pode parecer calma, mas em que vários pontos continuam a reativar-se. As temperaturas elevadas, os ventos de leste e a inclinação do terreno dificultavam o combate.

Mais a sul, Arouca enfrentava outro fogo de grandes dimensões. O incêndio que começou na noite de segunda-feira tinha três frentes ativas e quatro aldeias — Bouceguedim, Cando, Rio de Frades e Pedrógão — na linha de fogo. Estavam mobilizados 363 operacionais e 115 viaturas, enquanto duas estradas foram cortadas ao trânsito para facilitar a circulação dos meios de socorro e reduzir os riscos para a população. O comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca avisava: "Isto ainda está para durar".

Ao longo do dia, outros incêndios entraram em fase de resolução. Era o caso de ocorrências em Boticas, Ponte de Lima, Lamego e Vila Flor. Mas novos focos continuaram a surgir: em Vale de Cambra, um incêndio deflagrou às 14h57 e, às 16h50, mobilizava 102 operacionais, 30 veículos e sete aeronaves. Não havia povoações em risco.

O fogo dominou também os avisos meteorológicos. Segundo o IPMA, 122 municípios estavam esta terça-feira em risco máximo de incêndio rural, enquanto 50 estavam em risco muito elevado e 48 em risco elevado. Nove distritos encontravam-se sob aviso laranja e seis sob aviso amarelo devido ao calor.

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