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O valor da operação está estimado em 200.000 dólares australianos (aproximadamente 123.000 euros). Entre os espécimes apreendidos encontravam-se baratas-dubia e baratas-assobiadora-de-Madagáscar, uma espécie famosa pela sua impressionante dimensão, já que alguns destes insetos conseguem atingir o tamanho da palma de uma mão e produzir um som sibilante bastante audível.
Na Austrália, a importação, posse, criação ou venda destas duas espécies é totalmente proibida por lei. Segundo a BBC, Ministério do Clima, Energia, Ambiente e Água (DCCEEW) alertou para o facto de estes insetos exóticos representarem uma grave ameaça biológica, uma vez que podem propagar doenças e causar danos irreparáveis à fauna nativa e ao setor agrícola do país. Devido a estes riscos de biossegurança, todas as baratas confiscadas serão abatidas e destruídas pelas autoridades.
A investigação revelou que estes insetos eram criados ilegalmente para serem comercializados na internet como alimento vivo para répteis de estimação. Especialistas locais explicaram que muitos proprietários de lagartos e cobras optavam por estas baratas gigantes por uma questão de rentabilidade económica: devido ao seu tamanho XL, bastava alimentar o réptil com uma única barata em vez de várias baratas comuns ou grilos, que são muito mais pequenos. Face a este cenário, o governo australiano lançou um aviso severo aos proprietários de répteis e aos negócios do setor, sublinhando que quem for apanhado com estas espécies enfrentará pesadas sanções ao abrigo da lei federal, e instou os criadores a recorrerem a alternativas legais e seguras, como os grilos domésticos.
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