Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

"O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) deu hoje entrada, na Assembleia da República, de uma proposta para suspender as touradas no Campo Pequeno e promover a reconversão da praça, e de uma outra para interditar a assistência e participação a menores de 18 anos nestes eventos", lê-se em comunicado enviado às redações.

É ainda referido que "o partido enviou também três cartas abertas ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, à Casa Pia de Lisboa – que detém o edifício do Campo Pequeno – e à empresa Plateia Colossal, de Álvaro Covões – que promove eventos tauromáquicos –, pedindo que seja suspensa a atividade tauromáquica em Lisboa. Estas propostas surgem no seguimento das mortes de um jovem forcado, de 22 anos, e de um espectador de 73 anos, na última tourada no Campo Pequeno".

"Para o PAN, enquanto sociedade não podemos ficar indiferentes a estes incidentes trágicos demonstram, mais uma vez, a necessidade de se refletir sobre estes espetáculos que continuam a matar pessoas e animais na arena, num país onde a maioria da população já é contra as touradas", afirma a líder do partido, Inês de Sousa Real.

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui

O PAN apela também "à intervenção urgente das entidades competentes" de forma a que "as atividades tauromáquicas sejam suspensas até ao final da presente temporada. Em causa, estão eventos licenciados pela Inspeção-Geral das Atividades Culturais com IVA reduzido de 6% e que ainda permitem a entrada a crianças a partir dos três anos de idade".

"Estamos a falar de violência cruel e anacrónica que continua a matar nas arenas e a expor crianças de todas as idades a cenas de violência extrema, contrariando os princípios da Convenção dos Direitos da Criança, ratificada por Portugal. Não podemos ignorar o impacto que uma tragédia como a que aconteceu no Campo Pequeno tem, que culminou também na morte de um espectador adulto e que também as crianças e jovens que estavam a assistir presenciaram este episódio", acrescenta a deputada.

O PAN lembra que Portugal já foi instado duas vezes pela ONU a adotar medidas para afastar as crianças e jovens da "violência da tauromaquia".

"O divertimento e uma suposta 'tradição' não podem estar acima do valor da vida humana, do bem-estar animal e da proteção de crianças e jovens em relação à exposição à violência. A abolição da tauromaquia é mais do que um imperativo ético e civilizacional, é um dever coletivo para protegermos as pessoas e os animais. Contem com o PAN para lutar contra todas as formas de violência, proteger os direitos humanos, e em particular das crianças, e respeitar a nossa Constituição", conclui Inês de Sousa Real.