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Segundo dados atualizados a 24 de junho, divulgados pelo Público, das 134 empreitadas previstas, 53 foram finalizadas e 81 continuam em curso, sendo que 72 estão em fase ativa de execução. Entre estas, 31 correspondem à construção de novas residências, 24 à adaptação de edifícios existentes e 17 à requalificação de infraestruturas já em funcionamento. Há ainda nove intervenções em prédios parcialmente ocupados. Até agora, os trabalhos concluídos representam um custo de 129 milhões de euros, num investimento global contratualizado de quase 467 milhões.
A Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR justificou os atrasos com tempestades fortes no início do ano, escassez de mão de obra e problemas logísticos relacionados com ligações a infraestruturas essenciais, como a rede elétrica.
Apesar dos números, o presidente da Federação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico, Diogo Machado, mostra-se confiante. “Em setembro, as residências estarão prontas para os estudantes”, afirmou ao Público, garantindo que as instituições politécnicas estão a cumprir o calendário previsto.
Enquanto isso, muitos estudantes continuam dependentes do mercado de arrendamento, onde os preços mantêm a tendência de subida. De acordo com o Observatório do Alojamento Estudantil, o custo médio de um quarto atingiu os 423 euros, mais oito euros do que no ano passado e mais 30 euros face a julho de 2024. Lisboa lidera as rendas mais elevadas, com uma média de 500 euros, seguida do Porto (450 euros). Em Faro e Setúbal, o valor ronda os 400 euros, descendo para cerca de 350 euros em Aveiro e Braga.
O novo modelo de ação social prevê um apoio de 160 euros para estudantes bolseiros deslocados com vaga em residência pública, mantendo esse apoio mesmo que optem por arrendar no privado, uma alteração que ainda aguarda confirmação para o ano letivo de 2026/27. Quem não conseguir vaga em residência oficial receberá uma bolsa ajustada aos preços praticados na cidade onde estuda.
Diogo Machado alerta, contudo, para possíveis efeitos adversos destas novas regras, ao permitir que os bolseiros escolham o privado sem perder apoio, as instituições poderão enfrentar dificuldades em preencher as residências. Além disso, teme que os senhorios “inflacionem os preços”, sabendo que os estudantes passam a dispor de apoios mais flexíveis.
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