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"A única boa forma de termos preços estáveis é investirmos cada vez mais na transição energética", diz António Costa, presidente do Conselho Europeu, antes do encontro presencial de alto nível desde o início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos da América ao Irão, para discutir como é que a UE pode conter os impactos da escalada militar no Médio Oriente no que diz respeito aos elevados preços da energia.

“Temos de continuar, temos de integrar o setor da energia e das telecomunicações no mercado único. Precisamos de investir mais na inovação”, acrescentou, apontando aos “novos setores”, como a Inteligência Artificial.

O Presidente do Conselho Europeu prometeu a aprovação de “medidas concretas”, com prazos definidos para cumprir os objetivos até ao fim de 2027: “várias medidas que temos de adotar até ao final deste ano”.

O Conselho Europeu, hoje reunido em Bruxelas, vai discutir como é que a UE pode conter os impactos da escalada militar no Médio Oriente dados os elevados preços da energia, garantindo também segurança no abastecimento energético.

Será o primeiro encontro presencial de alto nível desde o início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irão e da consequente resposta iraniana, no final de fevereiro, e os chefes de Estado e de Governo dos 27 da UE vão centrar o debate na questão energética. Portugal estará representado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro. O arranque da reunião está previsto para as 9h00 de Portugal continental, 10h00, em Bruxelas.

A escalada do conflito no Médio Oriente, região crucial para o fornecimento global de combustíveis fósseis, está a provocar uma subida acentuada dos preços do petróleo e do gás e a afetar a economia europeia, com impacto direto nas famílias e no poder de compra dos consumidores.

É neste contexto — já descrito pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, como “dramático e desafiante” — que os líderes da UE vão discutir medidas para mitigar os impactos imediatos e acelerar a transição energética.

Entre as opções em discussão na UE estão a redução de impostos e encargos nas faturas de energia, a criação de apoios aos consumidores mais vulneráveis e às indústrias intensivas e, a longo prazo, a alteração do mercado europeu de carbono para limitar a volatilidade dos preços e apoiar a descarbonização industrial.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, foi convidado para um almoço de trabalho sobre a deterioração da situação internacional e a forma como a UE e os seus parceiros podem trabalhar em conjunto para defender o multilateralismo.

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