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Em comunicado, a associação considera que o Programa E-LAR, tal como está atualmente concebido, tem vindo a desvalorizar uma fonte energética que classifica como "essencial, resiliente e complementar", numa altura em que o sistema elétrico nacional apresenta vulnerabilidades crescentes. Para a ANAREC, a opção por um modelo 100% elétrico representa um "risco estrutural elevado", ao aumentar a dependência de uma única infraestrutura e ao reduzir a capacidade de resposta em cenários de falhas, apagões ou eventos extremos.

A associação sublinha o papel crítico do gás engarrafado na segurança energética nacional, destacando a sua importância para garantir autonomia de abastecimento, redundância operacional e continuidade de serviço a populações, empresas e serviços essenciais, sobretudo em contextos de emergência ou de disrupção energética.

A ANAREC recorda ainda que, em situações de interrupção do fornecimento elétrico, a manutenção de serviços essenciais depende frequentemente de fontes energéticas alternativas e de sistemas de contingência, como geradores. Nesse âmbito, salienta que os operadores económicos e entidades críticas têm assegurado historicamente reservas de combustíveis líquidos, como o gasóleo, indispensáveis para manter infraestruturas vitais e serviços de resposta em funcionamento quando a rede elétrica falha.

Segundo a associação, esta realidade reforça a necessidade de políticas públicas que não fragilizem a redundância energética do país e que preservem um mix energético equilibrado, capaz de responder a diferentes cenários de risco.

No comunicado, a ANAREC defende que as verbas atualmente afetas ao Programa E-LAR devem ser reavaliadas e, se necessário, reorientadas, de forma a apoiar empresas e consumidores afetados por prejuízos e danos registados em zonas particularmente impactadas, sem comprometer o equilíbrio e a complementaridade do sistema energético nacional.

"A diversidade energética não é uma opção ideológica, mas uma necessidade estratégica", conclui a associação, sublinhando que o gás engarrafado continuará a ser uma alternativa "fiável, disponível e segura" em qualquer circunstância.

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