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Ana Paula Martins, ministra da Saúde, também subiu ao palco do Congresso do PSD, em Anadia, para “prestar contas” aos militantes, onde abordou os desafios do Serviço Nacional de Saúde e o impacto das alterações demográficas no país.
A ministra reconheceu que “muito mais há a fazer” na área da Saúde e defendeu que “a necessidade de mudar é urgente”, apontando como prioridades a transformação da prestação de cuidados, o reforço do trabalho em equipa e a valorização dos profissionais.
Durante a intervenção, Ana Paula Martins destacou as dificuldades criadas pelo aumento da população e afirmou que Portugal vive “circunstâncias” específicas relacionadas com “um aumento populacional brusco, causado pelo acolhimento de imigrantes que entram no país sem regras e sem humanismo”.
A governante acrescentou que existem ainda “redes organizadas que se aproveitam da bondade da democracia” e negócios ilegais ligados às fragilidades de sistemas de saúde de outros países, considerando que estes fatores acabam por dificultar a avaliação do esforço feito pelo Governo no reforço dos cuidados primários.
“Fazem com que o esforço e sucesso que temos tido no aumento do número de médicos de família pareça não existir”, afirmou.
A ministra rejeitou, contudo, que os problemas do SNS resultem apenas do atual estado do sistema de saúde, defendendo que há responsabilidades acumuladas ao longo de vários anos. Recordou ainda que existem projetos, como a construção de novos hospitais, que permanecem “pendentes há décadas”.
Sobre a resposta dos serviços de urgência, Ana Paula Martins afirmou que a situação melhorou face ao período anterior às eleições legislativas, garantindo que as unidades estão hoje “com maior estabilidade e quase a suprir todas as necessidades do país”.
A governante criticou também aqueles que continuam a destacar apenas os problemas do SNS, sem dar relevo às melhorias registadas.
No discurso, Ana Paula Martins defendeu que as reformas exigem “foco e coragem”, admitindo que muitas vezes entram em conflito com interesses políticos, corporativos ou empresariais.
“Eu, pessoalmente, tenho a consciência de que, segundo a comunicação social, sou a ministra menos popular deste Governo, mas sempre assumi que governar não implica ser popular, implica ser responsável”, afirmou.
A ministra garantiu ainda que não pretende orientar a sua ação por avaliações de popularidade, mas sim pela responsabilidade de implementar mudanças no sistema de saúde.
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