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A autarca salientou que ainda não é possível dimensionar a totalidade dos prejuízos causados pelo mau tempo e questionou: "Como é que reconstruímos as cidades?". A sua proposta passa por um contrato interadministrativo com o Governo, que incluiria capítulos específicos para várias áreas de intervenção. "Hoje não é repor o que estava, é reconstruir com mais resiliência. Temos de intervir no rio Mondego e nas obras hidráulicas de forma completamente diferente", acrescentou.

Ana Abrunhosa defendeu também que os municípios e as comunidades intermunicipais devem ter voz ativa no processo. "Coimbra quer ser voz e parte da solução, e por isso propõe este contrato interadministrativo", reforçou.

A presidente da Câmara comentou ainda os elogios do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, à atuação do município durante as tempestades. "Fiz o trabalho que tinha de fazer com uma grande rede", afirmou, referindo-se à coordenação com autarcas, bombeiros, forças de segurança, Cruz Vermelha, INEM e Segurança Social.

Abrunhosa explicou que a gestão das barragens, nomeadamente a da Aguieira, foi decisiva para minimizar danos. "Percebemos que tínhamos de provocar inundações controladas, porque pelas previsões a barragem não ia aguentar tanta chuva. A noite de quarta e quinta-feira foram muito preocupantes para nós", concluiu.

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