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De acordo com o Sistema de Deteção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), foram identificados 297,26 quilómetros quadrados de áreas sob alerta de desflorestação entre janeiro e junho deste ano, uma redução de 35% face aos 457,61 quilómetros quadrados registados no mesmo período de 2025.

No acumulado entre agosto de 2025 e junho de 2026, os alertas de desflorestação na Amazónia totalizaram 2.485,90 quilómetros quadrados, menos 37,2% do que os 3.959,98 quilómetros quadrados registados no período homólogo.

No bioma Cerrado, a área sob alerta de desflorestação nos primeiros seis meses de 2026 foi a mais baixa desde 2021, com 3.142 quilómetros quadrados. Só em junho, os alertas totalizaram 481,53 quilómetros quadrados, menos 5,3% do que no mesmo mês do ano anterior. No acumulado entre agosto de 2025 e junho de 2026, a redução foi de 7,9%.

O Inpe sublinha que os alertas do sistema Deter são avisos rápidos, obtidos através de imagens de satélite, que identificam alterações compatíveis com a remoção de vegetação. Estes dados apoiam as ações de fiscalização, mas não correspondem à taxa oficial de desflorestação, que é calculada anualmente pelo sistema Prodes.

O texto recorda ainda que, desde o início do atual mandato, em janeiro de 2023, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, tem procurado apresentar resultados positivos na área ambiental. No entanto, continua a ser alvo de críticas por parte de ambientalistas devido ao apoio à exploração de petróleo na Margem Equatorial, junto à costa da Amazónia.

Em outubro de 2025, o Governo brasileiro autorizou a Petrobras a avançar com a perfuração na Foz do Amazonas. Em maio deste ano, Lula defendeu a exploração da região, afirmando que o Brasil deve utilizar os seus recursos naturais "com a maior responsabilidade do mundo" e sustentando que "ninguém tem mais cuidado com a Amazónia do que nós".

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